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4 comentários em “CO1012 – Hormônios tireoidianos

  1. Gostaria de saber como chego ao diagnóstico de Hipertireoidismo e Hipotireoidismo?

    • Olá Andreza,

      Hipertireoidismo
      TSH baixo, T3 e T4 aumentado – Hipertireoidismo primário, tireoidites
      TSH baixo, T3 aumentado e T4 normal – Hipertireoidismo primário com T3 toxicose
      TSH baixo, T3 normal e T4 aumentado – Hipertireoidismo primário com T4 toxicose
      TSH baixo, T3 e T4 normais – Hipertireoidismo subclínico
      TSH normal ou aumentado, T3 aumentado e T4 livre aumentado – Hipertireoidismo secundário (adenoma hipofisário secretor de TSH).

      Características do hiperparatireoidismo primário, secundário e terciário
      Primário: produção excessiva de PTH por uma ou mais 4 glândulas paratireoides. PTH elevado, cálcio elevado e fósforo reduzido ou normal.

      Secundário: resistência parcial às ações metabólicas do PTH resultam em uma produção excessiva desse hormônio. PTH elevado, cálcio reduzido, fósforo reduzido, normal ou elevado.

      Terciário: evolução do hiperparatireoidismo secundário para um estado de hipersecreção autônoma de PTH. PTH elevado, cálcio elevado e fósforo reduzido.

      Hipotireoidismo primário – estado clínico resultante de quantidade insuficiente de hormônios circulantes da tireoide para suprir uma função orgânica normal.
      A forma mais prevalente é a doença tireoidiana primária, mas também pode ocorrer hipotireoidismo devido à doença hipotalâmica ou hipofisária (denominada hipotireoidismo central).
      Hipotireoidismo subclínico – pacientes que apresentam níveis circulantes normais de T4 na presença de TSH elevado.
      O hipotireoidismo subclínico é definido pela elevação moderada dos níveis de TSH (acima de 2,5 IU/ml) associados a níveis normais de t4 e t3 livres.
      O hipotireoidismo subclínico tem como principal causa, em 50% a 80% dos casos, a tireoidite autoimune, a tireoidite pós-parto e a tireoidite subaguda (AZEVEDO et al., 2008).
      A principal causa do hipotireoidismo subclínico é a tireoide que é evidenciada pela presença de anticorpos anti-TPO.
      Em relação ao hipotireoidismo secundário – resultante da disfunção hipotálamo-hipófise, a concentração de TSH pode estar reduzida, normal, ou mesmo levemente elevada (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, 2005).
      Nutricionistas podem chegar a algum parecer. Diagnóstico somente o médico. Por isso, quando houver alterações nos parâmetros bioquímicos o paciente deve ser encaminhado ao endócrino.

      Att,

      Gabriela

  2. O que o T3 reverso e quando sua dosagem deve ser solicitada?

    • Olá Jessica,

      Dosagem de T3 reverso
      Feito quando se deseja verificar um desvio do metabolismo periférico dos hormônios tireoidianos, como, por exemplo, nas doenças sistêmicas graves e no uso de algumas drogas.

      O T3 e o T4 são os hormônios biologicamente ativos presentes no sangue, com o T3 apresentando uma potência biológica muito maior do que o T4. Considerando que cerca de 30% da produção diária de T4 é convertida em T3 nas células dos tecidos periféricos, há quem considere o T4 sem atividade biológica, atuando como pró hormônio de T3.
      A tireoide é a única fonte de T4 e 20% do T3 é proveniente, também, da tireoide. Os outros 80% do T3 origina-se da desiodação do T4 nos tecidos, principalmente no fígado.
      Além de originar o T3 ativo, o T4 pode, também, dar origem a uma forma de t3 que é inativo, chamado de T3 reverso (rT3), quando sua desiodação ocorre no anel interno da tirosina.

      Em situações em que o organismo precisa conservar energia, as porcentagens acima vão mudar, podendo alterar a conversão para RT3 a 50% e diminuir as concentrações de T3.
      Isto pode acontecer em quando há estresse emocional, físico ou biológico. Uma doença crônica ou aguda (gripe, pneumonia, etc), após uma cirurgia, após um acidente de carro ou qualquer lesão aguda, o estresse crônico causando altos níveis de cortisol, a exposição a um ambiente extremamente frio, diabetes, envelhecimento, ou mesmo usar remédios como betabloqueadores e amiodarona.

      Na circulação sanguínea os hormônios tireoidianos encontram-se sob duas formas: livres e ligados a proteínas transportadoras.

      As proteínas transportadoras de t3 e t4 se ligam aos hormônios de maneira reversível, dentre elas temos a:
      TBG = globulina ligadora de tiroxina

      A TBG é uma glicoproteína sintetizada no fígado, sendo responsável pelo transporte de cerca de 100% do T3 e 75% do T4 séricos. A afinidade da TBG por T4 é maior do que por T3. A taxa de T4 ligado às proteínas é da ordem de 99,97%, enquanto que a de t3 é de 99,7%. Assim, pequena taxa desses hormônios, 0,03% de T4 e 0,3% de T3 encontram-se na forma livre, ou seja, na forma biologicamente ativa na corrente sanguínea.

      Desta forma, é a concentração da forma livre dos hormônios que determina o estado tireoidiano da pessoa, independente da concentração sérica total, uma vez que é essa a forma de hormônio que é mantida constante pelo sistema feedback de regulagem de suas secreções pela tireoide.

      Embora T4, T3 e rT3 sejam gerados dentro da glândula tireóide, o T4 é, quantitativamente, o maior produto secretório. Todo o T4 encontrado na circulação é gerado na tireoide, a menos que tenha ocorrido administração exógena. Já a produção de T3 e de rT3 dentro da tireoide é muito pequena, comparada à produção periférica.

      Ações fisiológicas dos hormônios tireoidianos
      Os hormõnios tireoidianos circulam no sangue unidos às proteínas carregadoras, mas em equilíbrio com a fração livre. O hormônio livre, através de difusão passiva ou após ligar-se a um receptor específico na membrana celular, atinge o citoplasma e se liga a seu receptor específico no núcleo. No interior das células, o T4 sofre a ação das deiodinases, convertendo-se em T3, a forma ativa do hormônio tireoidiano.

      Outras ações dos hormônios tireoidianos ocorrem a nível das mitocôndrias, regulando a calorigênese e a temperatura corporal.

      Em síntese, as ações dos hormônios tireoidianos devem ser analisadas em 2 situações:
      1. Em doses fisiológicas;
      2. Em excesso.

      1. Em doses fisiológicas ativam a biossíntese das proteínas através da ligação a receptores nucleares específicos. Regulam a temperatura corporal, promovem crescimento, diferenciação e maturação dos tecidos. São muito importantes para o crescimento e maturação do sistema nervoso central, particularmente na vida intra-uterina.
      Atuam, também, como reguladores do metabolismo dos carboidratos e gorduras.
      Carboidratos – agem diminuindo a ação da insulina e acelerando sua degradação.
      Lipídios – promovem degradação do colesterol em ácidos biliares.

      2. Quando em excesso, os hormônios tireoidianos são hiperglicemiantes; aumentam o catabolismo das proteínas e das gorduras; aumentam o consumo de oxigênio e a calorigênese, diminuindo o rendimento energético; produzem também uma desmineralização óssea.

      Dosagem de T3
      Hormônio produzido principalmente pela conversão periférica do T4. Apresenta atividade biológica maior que o T4 e se liga mais fracamente à TBG. Sua produção diária é cerca de 30ug.
      A dosagem de T3 é indicada em pacientes com TSH diminuído e com T4 livre e/ou T4 total normais.

      Att,
      Gabriela

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