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2 comentários em “CO1012 – Cálcio

  1. No início da aula o prof. comentou que a melhor forma de análise do Ca é o Ionizado, depois ele comentou sobre as formas de análise (Ca sérico total, Ca urinário e Ca Iônico). Você pode explicar melhor sobre isso? Em qual situação devo solicitar cada um.

    • Olá Andreza,
      Sim.
      Quase todo o cálcio do organismo encontra-se no esqueleto como cristais de hidroxiapatita e 1% está no sangue e outros tecidos. Do cálcio sérico, 45% está sob a forma de cálcio ionizado, que é o que exerce a ação biológica. Alguns preferem o uso deste ao cálcio total na investigação das doenças osteometabólicas. A dosagem do cálcio ionizado representa a concentração do cálcio livre e biologicamente ativo no soro. O cálcio circula em quantidades quase iguais na forma livre e ligada a proteínas (a albumina conta com cerca de 70% das proteínas que ligam o cálcio em condições normais).

      Uma porção de íons cálcio não ligados à proteína liga-se a ânions como bicarbonato, fosfato e citrato. Na presença de concentrações de albumina anormais, a dosagem de cálcio ionizado fornece dados mais adequados sobre o status de cálcio, permitindo melhor avaliação de estados hipo e hipercalcêmicos.

      O exame de cálcio no sangue é feito para triagem, diagnóstico e monitoramento de várias condições relacionadas aos ossos, coração, nervos, rins e dentes. Os níveis de cálcio não informam diretamente quanto cálcio há nos ossos, mas quanto cálcio está circulando no sangue.

      O nível de cálcio total é com frequência medido como parte de um exame de saúde de rotina. Ele está incluído no Painel Metabólico Expandido (PME) e no Painel Metabólico Básico (PMB), grupos de testes que são realizados juntos para diagnóstico ou monitoramento de várias condições. Quando é obtido um resultado anormal de cálcio total, considera-se como um indicador de algum problema subjacente. Para ajudar a diagnosticá-lo, frequentemente são realizados testes adicionais para medir o cálcio ionizado, cálcio na urina, fósforo, magnésio, vitamina D e paratormônio (PTH). O PTH e a vitamina D são responsáveis pela manutenção das concentrações de cálcio no sangue dentro de uma faixa de valores estreita.

      A medida conjunta do cálcio e PTH ajuda a determinar se as glândulas paratireoides estão funcionando normalmente. A medida do cálcio na urina auxiliam a verificar se os rins estão excretando a quantidade adequada de cálcio. Os testes para vitamina D, fósforo e/ou magnésio ajudam a determinar se existem outras deficiências ou excessos. Frequentemente, o equilíbrio entre essas substâncias diferentes e as suas alterações são tão importantes quanto suas concentrações.

      O cálcio pode ser utilizado como um teste diagnóstico se uma pessoa apresenta sintomas que sugerem:

      Cálculos renais
      Doença óssea
      Distúrbios neurológicos

      O exame de cálcio total é o parâmetro solicitado com mais frequência para avaliar o estado do cálcio. Na maioria dos casos, o teste é um bom reflexo da quantidade de cálcio livre presente no sangue, uma vez que o equilíbrio entre o cálcio livre e o ligado é geralmente estável e previsível. Entretanto, em algumas pessoas, esse equilíbrio é perturbado e o cálcio total pode não ser um bom reflexo do estado do cálcio. Nessas circunstâncias, é necessário medir o cálcio ionizado. Algumas condições em que deve ser escolhido o teste de cálcio ionizado incluem: pacientes criticamente doentes que estão recebendo transfusões de sangue ou líquidos intravenosos, pacientes submetidos a grandes cirurgias e pessoas com anormalidades nas proteínas do sangue, como albumina baixa.

      Grandes flutuações no cálcio ionizado podem levar o coração a bater mais devagar ou muito rápido, induzir espasmos musculares (tetania) ou levar a confusão mental ou mesmo ao coma. Nas pessoas que estão criticamente doentes, pode ser muito importante monitorar o nível de cálcio ionizado, a fim de tratar e prevenir complicações graves.

      Cálcio Total Elevado – Hipercalcemia

      Duas causas comuns de hipercalcemia:

      Hiperparatireoidismo – Aumento na função da glândula paratireoide: em geral, esta condição é consequência de um tumor benigno da glândula paratireoide. Essa forma de hipercalcemia geralmente é leve e pode estar presente por muitos anos antes de ser notada.
      Câncer – Pode causar hipercalcemia quando se dissemina para os ossos e leva à liberação do cálcio dos ossos no sangue ou quando um câncer produz um hormônio semelhante ao PTH, resultando em níveis aumentados de cálcio.
      Algumas outras causas de hipercalcemia:

      Hipertireoidismo
      Sarcoidose
      Tuberculose
      Imobilização prolongada
      Excesso de ingestão de vitamina D
      Transplante renal
      Cálcio Total Baixo – Hipocalcemia

      A causa mais comum de cálcio total baixo é:

      Níveis baixos de proteínas no sangue, especialmente um nível reduzido de albumina. Nessa condição, apenas o cálcio ligado é baixo. O cálcio ionizado permanece normal e o metabolismo do cálcio é regulado adequadamente.

      Outras causas de hipocalcemia incluem:

      Glândula paratireoide hipoativa (hipoparatireroidismo)
      Resistência hereditária aos efeitos do paratormônio
      Deficiência extrema de cálcio na dieta
      Níveis diminuídos de vitamina D
      Deficiência de magnésio
      Níveis aumentados de fósforo
      Inflamação aguda do pâncreas (pancreatite)
      Insuficiência renal
      Desnutrição
      Alcoolismo
      Os níveis de cálcio na urina podem ser afetados pelas mesmas condições e doenças que afetam os níveis no sangue (relacionados anteriormente). Quando há suspeita de pedras nos rins, a causa pode ser um nível elevado de cálcio na urina. A hipercalciúria é uma desordem hereditária que pode levar a cálculos renais. Ela provoca aumento do cálcio na urina, que resulta na formação de cristais nos rins e em outras partes do trato urinário. Pode ser a causa dos cálculos renais em cerca de metade das pessoas afetadas.

      Att,
      Gabriela

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