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2 comentários em “CO1004 – Resumo

  1. Boa Noite. Então, eu entendi que para descobrir se a alergia alimentar é mediada por IgE ou IgG é através de exames de sangue. O tratamento para alergias tardias começa com a dessensibilização e a longo prazo pode-se reintroduzir o alimento. Já o tratamento para alergia alimentar do tipo imediato, o único tratamento é a retirada do alimento alergênico, sem poder reintroduzir novamente. Isso?

    • Olá Carla,

      O exame irá mostrar a exposição aos alimentos, o que não quer dizer que a pessoa possua uma alergia ou intolerância alimentar.
      As Imunoglobulinas G (IgG) têm diversas funções. Ela está aumentada em:
      a) Infecções granulomatosas crônicas
      b) Infecções de todos os tipos
      c) Hiperimunização
      d) Doenças hepáticas
      e) Desnutrição (severa)
      f) Disproteinemia
      g) Doenças associadas com hipersensibilidade granulomas, desordens dermatológicas, e mieloma de IgG.
      h) Artrite reumatoide
      Como essas imunoglobulinas fazem parte da imunidade humoral elas tem a habilidade de reconhecer e remover invasores como bactérias e vírus. É isso que impede o indivíduo de ter catapora duas vezes.
      As IgG específicas para alimentos, são úteis, por exemplo, para investigar se o paciente com doença celíaca aderiu a uma dieta sem glúten. Se ele ainda estiver consumindo glúten, suas IgG específicas para Gliadina, Secalina e Hordeína, estarão aumentadas. Entretanto, isso não determina causa da doença celíaca.
      Quando a IgG específica a um alimento encontra-se elevada significa exposição a este alimento e não alergia ou intolerância a ele.

      Ainda não há estudos que mostre uma correlação convincente entre os níveis de IgG e as manifestações físicas de uma doença, assim como os testes de IgG não são comprovados como um agente diagnóstico para exclusão dietética.

      Tratamento
      Analisar os fatores que contribuem para o desencadeamento ou exacerbação dos sintomas da alergia:
      Desmame precoce e introdução dos alimentos;
      Frequência de consumo dos alimentos;
      Preferências; Aversões;
      Monotonia alimentar;
      Alimentos ocultos;
      Consumo de produtos químicos;
      Àlcool, cafeína e outros fatores antinutricionais;
      Hábitos alimentares: Quando, Como, Quanto O quê e Com o quê se come;
      Outros fatores que podem interferir para exacerbar o processo alérgico:
      Medicações que interferem com o tratogastrintestinal e com a biodisponibilidade de nutrientes ( antibióticos, antiácidos, laxantes, anti-inflamatórios não esteroidais);
      Estresse; Fumo; Dinâmica familiar e social;
      Poluição e condição ambiental; Alterações bruscas de temperatura.
      Avaliar a relação dos alimentos com os sinais e sintomas desenvolvidos pelo paciente. Detectar quais os processos podem estar causando as alergias alimentares escondidas, intolerâncias alimentares e desequilíbrios nutricionais, dificultando uma nutrição celular adequada e consequente funcionamento ideal orgânico.
      Detectando os erros alimentares e os alimentos alergênicos, por avaliação laboratorial e / ou clínica (avaliação de sinais e sintomas e dos hábitos alimentares ), elaborar uma orientação que corrija estes erros e um plano alimentar que leve em consideração:
      – Conhecimento dos alimentos no que se refere ao grau de reatividade ( baixa, média e alta reatividade );
      – Conhecimento do parentesco biológico dos alimentos ( reação antigênica cruzada entre os alimentos )
      – Exclusão temporária dos alimentos de maior reatividade ( por 1 a 3 meses);
      – Rotatividade de 4 dias(ou mais) dos alimentos de baixa ou média reatividade;
      – Reintroduzir os alimentos de alta sensibilidade ( 1 de cada vez ), avaliando os sintomas, e se necessário manter a exclusão por mais um período, de acordo com as reações manifestadas; Se não tiver nenhuma reação adversa, manter o alimento também na rotatividade de 4 dias ( ou mais );
      – Atendimento das necessidades nutricionais, substituindo os alimentos de exclusão por equivalentes características nutricionais;
      – Acompanhamento e conscientização do paciente e/ou familiares durante todo o processo de exclusão e reintrodução dos alimentos alergênicos;
      – Acompanhar a evolução do quadro clínico do paciente face às orientações nutricionais recebidas e sua adaptação aos novos hábitos;
      – Avaliação da necessidade de suplementação ou complementação de nutrientes em função do tempo e tipo de alimento excluído ( crianças, gestantes );
      – Avaliação da necessidade da prescrição de alimentos funcionais e suplementos nutricionais para dar : Suporte digestivo; Suporte imune; Ação antihistamínica; Antioxidantes; Suporte hepático/ Detoxificante; Reparação gastrintestinal; Recuperação do estado nutricional.

      Att,
      Gabriela

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