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0 comentários em “CO1013 – Alergias Alimentares

  1. o q vc acha do Food Detective????

    • Olá Juliana,
      O exame irá mostrar a exposição aos alimentos, o que não quer dizer que a pessoa possua uma alergia ou intolerância alimentar. Pode, também, mostar que a pessoa está tendo uma exposição exagerada há algum tipo de alimento.

      Veja:
      As Imunoglobulinas G (IgG) têm diversas funções. Ela está aumentada em:

      a) Infecções granulomatosas crônicas
      b) Infecções de todos os tipos
      c) Hiperimunização
      d) Doenças hepáticas
      e) Desnutrição (severa)
      f) Disproteinemia
      g) Doenças associadas com hipersensibilidade granulomas, desordens dermatológicas, e mieloma de IgG.
      h) Artrite reumatoide

      Como essas imunoglobulinas fazem parte da imunidade humoral elas tem a habilidade de reconhecer e remover invasores como bactérias e vírus. É isso que impede o indivíduo de ter catapora duas vezes.

      As IgG específicas para alimentos, são úteis, por exemplo, para investigar se o paciente com doença celíaca aderiu a uma dieta sem glúten. Se ele ainda estiver consumindo glúten, suas IgG específicas para Gliadina, Secalina e Hordeína, estarão aumentadas. Entretanto, isso não determina causa da doença celíaca.

      Quando a IgG específica a um alimento encontra-se elevada significa exposição a este alimento e não alergia ou intolerância a ele.

      Ainda não há estudos que mostre uma correlação convincente entre os níveis de IgG e as manifestações físicas de uma doença, assim como os testes de IgG não são comprovados como um agente diagnóstico para exclusão dietética.

      Tratamento

      Analisar os fatores que contribuem para o desencadeamento ou exacerbação dos sintomas da alergia:

      Desmame precoce e introdução dos alimentos;

      Frequência de consumo dos alimentos;

      Preferências; Aversões;

      Monotonia alimentar;

      Alimentos ocultos;

      Consumo de produtos químicos;

      Àlcool, cafeína e outros fatores antinutricionais;

      Hábitos alimentares: Quando, Como, Quanto O quê e Com o quê se come;

      Outros fatores que podem interferir para exacerbar o processo alérgico:

      Medicações que interferem com o tratogastrintestinal e com a biodisponibilidade de nutrientes ( antibióticos, antiácidos, laxantes, anti-inflamatórios não esteroidais);

      Estresse; Fumo; Dinâmica familiar e social;

      Poluição e condição ambiental; Alterações bruscas de temperatura.

      Avaliar a relação dos alimentos com os sinais e sintomas desenvolvidos pelo paciente. Detectar quais os processos podem estar causando as alergias alimentares escondidas, intolerâncias alimentares e desequilíbrios nutricionais, dificultando uma nutrição celular adequada e consequente funcionamento ideal orgânico.

      Detectando os erros alimentares e os alimentos alergênicos, por avaliação laboratorial e / ou clínica (avaliação de sinais e sintomas e dos hábitos alimentares ), elaborar uma orientação que corrija estes erros e um plano alimentar que leve em consideração:

      – Conhecimento dos alimentos no que se refere ao grau de reatividade ( baixa, média e alta reatividade );

      – Conhecimento do parentesco biológico dos alimentos ( reação antigênica cruzada entre os alimentos )

      – Exclusão temporária dos alimentos de maior reatividade ( por 1 a 3 meses);

      – Rotatividade de 4 dias(ou mais) dos alimentos de baixa ou média reatividade;

      – Reintroduzir os alimentos de alta sensibilidade ( 1 de cada vez ), avaliando os sintomas, e se necessário manter a exclusão por mais um período, de acordo com as reações manifestadas; Se não tiver nenhuma reação adversa, manter o alimento também na rotatividade de 4 dias ( ou mais );

      – Atendimento das necessidades nutricionais, substituindo os alimentos de exclusão por equivalentes características nutricionais;

      – Acompanhamento e conscientização do paciente e/ou familiares durante todo o processo de exclusão e reintrodução dos alimentos alergênicos;

      – Acompanhar a evolução do quadro clínico do paciente face às orientações nutricionais recebidas e sua adaptação aos novos hábitos;

      – Avaliação da necessidade de suplementação ou complementação de nutrientes em função do tempo e tipo de alimento excluído ( crianças, gestantes );

      – Avaliação da necessidade da prescrição de alimentos funcionais e suplementos nutricionais para dar : Suporte digestivo; Suporte imune; Ação antihistamínica; Antioxidantes; Suporte hepático/ Detoxificante; Reparação gastrintestinal; Recuperação do estado nutricional.

      A produção de anticorpos IgG e IgG4 específicos constitui resposta fisiológica à ingestão de alimentos, sem que implique qualquer manifestação clínica de hipersensibilidade alimentar.

      Apesar disso, paineis de anticorpos IgG ou IgG4 específicos para antígenos alimentares têm sido proclamados por alguns como instrumentos diagnósticos na alergia alimentar.

      Vários laboratórios americanos e europeus oferecem esses testes a médicos e, até mesmo, diretamente aos pacientes, afirmando serem capazes de identificar “intolerâncias” e alergias alimentares que ocasionam ou contribuem para fadiga crônica, obstrução nasal, problemas sinusais, cefaleias, hiperatividade, síndrome do intestino irritável, artrite e quase qualquer sintoma somático ou mental.

      Contudo, as evidências disponíveis não dão suporte à eficácia diagnóstica da dosagem de IgG específica em nenhuma doença em particular além da hemossiderose pulmonar (Síndrome de Heiner). Essa síndrome rara é mais frequentemente associada à hipersensibilidade ao leite de vaca não mediada pela IgE, embora haja também relatos de reatividade ao ovo e à carne de porco. Tem sido descrita como relacionada a níveis extremamente elevados de IgG específica para antígenos alimentares mediante emprego de ensaios de precipitinas.

      Leia mais informações copiando o link do artigo abaixo:

      http://www.scielo.br/pdf/rpp/v25n3/a11v25n3.pdf

      Abaixo, ainda, seguem mais informações sobre alergias e intolerâncias alimentares:

      As reações alérgicas envolvem mecanismos imunológicos que podem ou não ser mediados pela IgE (Imunoglobulina E), que normalmente se encontra associada a alergias alimentares e reações de hipersensibilidade, tendo como característica a rápida liberação de mediadores como a histamina. A clássica reação alérgica a um nutriente ocorre rapidamente, geralmente dentro de 1 hora após estímulo. Todavia, também pode existir na reação dependente de IgE uma fase tardia já amplamente demonstrada em modelos de “desafio” cutâneo, nasal e bronquial, quase sempre precedidos pela reação imediata.

      Já na intolerância alimentar o que ocorre é uma reação adversa a alimentos incluindo reações tóxicas, farmacológicas e metabólicas. Estas podem causar alterações digestivas inespecíficas, distúrbios cutâneos e respiratórios, cujos sintomas seriam devido à participação de anticorpos da classe IgG (Imunoglobulina G). A intolerância alimentar manifesta-se após horas e até mesmos dias depois da ingestão do alimento. Portanto, deve ser considerada no diagnóstico diferencial da alergia alimentar e, embora possa ocorrer similitude de sintomas, o tratamento difere dependendo do mecanismo envolvido na reação.

      Os mecanismos imunológicos envolvidos na alergia às proteínas alimentares podem ser categorizados em Tipo I, Tipo II, Tipo III e Tipo IV. Sendo a Tipo I, a reação anafilática ou de hipersensibilidade imediata, sinônimo de alergia. Envolve anticorpos reagínicos tipo IgE que têm a propriedade de se unirem aos mastócitos e basófilos, constituindo o mecanismo essencial no desenvolvimento da anafilaxia. Os órgãos afetados incluem primariamente a pele e mucosas, o sistema respiratório e o trato gastrointestinal. Assim, os sintomas deste distúrbio podem ser expressos como eczema, urticária, angioedema, rinite, asma, dor abdominal, vômito, diarreia e outros.

      A do Tipo II – Hipersensibilidade citotóxica dependente de anticorpo – envolve anticorpos IgG e IgM que reagem contra componentes antigênicos inseridos na superfície celular. Não existem, no momento, evidências que impliquem esse tipo de reação na alergia alimentar. A presença desses anticorpos provavelmente representa uma resposta imunológica normal a uma proteína estranha que não foi excluída ao nível da mucosa. Estes anticorpos são prevalentes em lactentes, em pacientes com doença inflamatória ou na doença celíaca.

      O Tipo IV – Hipersensibilidade mediada por células ou Hipersensibilidade Tardia – é mediado por linfócitos T e macrófagos e manifesta-se pela infiltração de linfócitos e macrófagos no lugar onde o antígeno está presente com a liberação de linfoquinas. Existem evidências que atribuem este evento a uma tolerância oral ao antígeno agressor. No homem estão presentes cinco classes moleculares de imunoglobulinas, designadas IgG, IgA, IgM, IgD e IgE. Não mediados por IgE – respostas alérgicas do tipo tardio (IgM, IgA, IgG).

      Pacientes com sintomatologia variada como gastrite, enxaqueca, artrites e nefrites constituem a população de interesse para a investigação de eventual patologia alérgica. Os sintomas podem estar “mascarados” simulando o quadro clínico de outras doenças, pois estas reações (dependentes da resposta do sistema imunológico) são de natureza inflamatória. Assim, fica claro que as reações adversas aos alimentos podem provocar um amplo leque de manifestações clínicas mediadas por IgE (alergia clássica) ou por IgG.

      As manifestações clínicas da reação alérgica podem variar de moderadas a graves, podendo mesmo, em alguns casos, ser fatais. Os sintomas surgem rapidamente, entre alguns minutos até duas horas após a ingestão do alérgeno, e podem incluir manifestações cutâneas (pele e mucosas), respiratórias, gastrointestinais e cardiovasculares, de forma isolada ou combinada:

      Manifestações muco-cutâneas:

      Erupções cutâneas;

      Eczema Urticária;

      Edema da glote e da língua;

      Sensação de formigueiro na boca.

      Manifestações gastrointestinais:

      ü Vómito;

      ü Dores abdominais;

      ü Diarreia.

      Manifestações respiratórias:

      Pieira;

      Dificuldades respiratórias.

      Manifestações cardiovasculares:

      Diminuição da pressão arterial;

      Perda de consciência.

      Os testes cutâneos avaliam a sensibilização aos alérgenos. É teste simples, rápido e pode ser realizado no próprio consultório de médico capacitado e requer cuidados em sua realização e interpretação.

      O diagnóstico laboratorial pode ser feito através da determinação de IgE e IgG total ou específica.

      IgE total – alergias imediatas.

      IgE específico (rastreamento para grupo de alimentos) – mais de 50 diferentes tipos de alimentos.

      IgG e IgG4 específicos – alergias tardias.

      Em suma a reação alérgica a um alimento em particular são dependentes de um mecanismo imunológico: mediados por IgE; Ou não mediados por IgE – respostas alérgicas do tipo tardio (IgM, IgA, IgG).

      A importância da alergia alimentar no contexto da alimentação atual é crescente na medida em que os hábitos alimentares e a disponibilidade de nutrientes tem se transformado rapidamente em função das inovações tecnológicas acessíveis. A predisposição genética, a potência antigênica de alguns alimentos e alterações a nível do intestino parecem ter importante papel. Existem mecanismos de defesa principalmente a nível do trato gastrintestinal que impedem a penetração do alérgeno alimentar e consequente sensibilização. Estudos indicam que de 50 a 70% dos pacientes com Alergia Alimentar possuem história familiar de alergia. Se o pai e a mãe apresentam alergia, a probabilidade de terem filhos alérgicos é de 75%.

      Att,
      Gabriela

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