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0 comentários em “CO1015 – Cortisol

  1. Gostaria de saber o que faz os valores de cortisol salivar e sanguíneo ficar abaixo dos valores permitidos em vários horários. Quais as consequências para nosso organismo e quais as estratégias para elevar o cortisol aos níveis satisfatórios. Qual sua opinião sobre o uso de hidrocortisona prescrito por médicos para controlar o cortisol?

    • Olá Cida,

      Diversas doenças podem acometer as adrenais. Algumas dessas doenças produzem excessos de hormônios e podem ser muito graves, mas felizmente raras, como a síndrome de Cushing (níveis elevados de cortisol), o feocromocitoma (níveis elevados de catecolaminas) e o aldosteronoma (níveis elevados de aldosterona). Todas estas doenças podem ter diferentes sinais e sintomas, como pressão arterial elevada, taquicardia, obesidade, cansaço, fraqueza, entre outros. O diagnóstico deve ser estabelecido pelo médico especialista e o tratamento adequado implementado conforme cada caso.

      Por outro lado, existe uma doença caracterizada pela diminuição do funcionamento das adrenais. É a chamada insuficiência adrenal crônica. Trata-se de uma doença endocrinológica rara, caracterizada pela redução da produção de corticosteroides (como cortisol) pelas adrenais.

      As ações do cortisol compreendem:
      a) A adaptação ao estresse;
      b) A manutenção de níveis de glicose adequados mesmo em períodos de jejum;
      c) O estímulo à gliconeogênese (especialmente a partir de aminoácidos desaminados que vão, através da circulação, para o fígado);
      d) Mobilização de ácidos graxos livres, fazendo deles uma fonte de energia mais disponível;
      e) Diminuição da captação e oxidação de glicose pelos músculos para a obtenção de energia, reservando-a para o cérebro, num efeito antagônico ao da insulina;
      f) Estímulo ao catabolismo proteico para a liberação de aminoácidos para serem usados em reparação de tecidos, síntese enzimática e produção de energia em todas as células do corpo, menos no fígado;
      g) Atua como agente anti-inflamatório;
      h) Diminui as reações imunológicas, por provocar diminuição no número de leucócitos;
      i) Aumenta a vasoconstrição causada pela epinefrina;
      j) Facilita a ação de outros hormônios, especialmente o glucagon e o GH, no processo da gliconeogênese
      “Fadiga adrenal” é um termo que se utiliza numa condição em que o corpo reage ao estresse contínuo. As adrenais podem simplesmente se cansar quando colocadas para trabalhar continuamente, num estresse crônico. Os sintomas incluiriam cansaço, indisposição, fraqueza,
      dificuldade em acordar de manhã, necessidade de usar estimulantes, entre outros.

      Todos estes sinais e sintomas são inespecíficos e estão associados a diversas doenças e também ao atual estilo de vida de diversas populações, com alto grau de sedentarismo, obesidade e alimentação e sono inadequados.

      Parece consenso que, nestes casos, a mudança de estilo de vida se faz necessária. Uma alimentação adequada, a busca de um peso saudável e uma rotina de atividades físicas regulares fundamentam o tratamento. Na grande maioria das vezes, estas mudanças são suficientes para promover uma melhora significativa nos sintomas, além da qualidade de vida do indivíduo (SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA).
      Entretanto, alguns profissionais da “fadiga adrenal” eventualmente recomendam “suplementos de hormônio adrenal” (hidrocortisona, prednisona, prednisolona, dexametasona, entre outros), principalmente sob a forma de “fórmulas magistrais” (preparadas em Farmácias de Manipulação). Neste caso, se você não apresentar falta dos corticosteroides, isto pode ser perigoso e trazer importantes consequências para a sua saúde.
      Os corticosteroides são usados na Insuficiência Adrenal para repor os corticoides que estão faltando. O uso inadequado de corticosteroides pode estar associado a alguns efeitos adversos (alguns deles extremamente graves), como aumento da pressão arterial sistêmica, ganho de peso, aumento da glicose no sangue, alterações no humor (como depressão e/ou ansiedade), redução na massa óssea (osteoporose), entre outros. Além disso, o uso prolongado pode, inclusive, atrapalhar o funcionamento adequado das próprias adrenais em longo prazo.
      Se a pessoa usa algum corticosteroide (hidrocortisona, prednisona, prednisolona, dexametasona, entre outros), deve haver um diagnóstico que justifique isto (SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA).

      “FADIGA ADRENAL” não é um diagnóstico médico reconhecido e não justifica a utilização de qualquer tipo de corticoide (SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENDOCRINOLOGIA E METABOLOGIA, 2016).

      A paciente possui alguma doença autoimune, depressão? Geralmente o uso de hidrocortisona está relacionado a algum tipo de doença.

      A principal função do córtex supra-renal consiste em produzir hormônios glicocorticoides e mineralocorticoides, dos quais o cortisol e a aldosterona são,
      respectivamente, os de maior importância no ser humano. São responsáveis por regular os carboidratos e as funções hemodinâmicas, sendo essenciais à vida, sobretudo em situações de estresse.

      Dosagem do cortisol

      Melhor avaliado através da saliva, de modo a captar o hormônio livre e capturar o seu ritmo circadiano natural mas pode ser mensurado no sangue ate´1 hora depois de acordar em jejum de 8 horas
      Pode se fazer a curva de cortisol na saliva com 3 a 4 dosagens ao longo do dia. A resposta natural é elevado pela manhã e diminuído à noite.
      Inversão nesta curva pode indicar fadiga adrenal crônica principalmente se tivermos sintomas como fadiga matinal persistente pela manha com melhora da energia a noite.

      Equilibram o cortisol e a função do estresse adrenal.
      Os ginsengs: Ginseng Asiático (Panax), ginseng siberiano (Eleutherococcus)
      Rhodiola Rosea
      Shizandra (ginseng chinês)
      shwagandha (ginseng indiano)
      Maca (ginseng peruano)
      Tulsi (Manjericão)

      Att,
      Gabriela

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