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0 comentários em “CO1004 – Tolerância Oral

  1. Muito obrigada!

  2. Boa Noite! Como fazemos para identificar se a alergia alimentar do paciente é Imediata ( faz parte dos 2% de alergia alimentar) ou é alergia alimentar mediada por IgG? Somente com exames?

    • Olá Carla,

      As manifestações clínicas da reação alérgica podem variar de moderadas a graves, podendo mesmo, em alguns casos, ser fatais. Os sintomas surgem rapidamente, entre alguns minutos até duas horas após a ingestão do alérgeno, e podem incluir manifestações cutâneas (pele e mucosas), respiratórias, gastrointestinais e cardiovasculares, de forma isolada ou combinada:
      Manifestações muco-cutâneas:
      Erupções cutâneas;
      Eczema Urticária;
      Edema da glote e da língua;
      Sensação de formigueiro na boca.
      Manifestações gastrointestinais:
      ü Vómito;
      ü Dores abdominais;
      ü Diarreia.
      Manifestações respiratórias:
      Pieira;
      Dificuldades respiratórias.
      Manifestações cardiovasculares:
      Diminuição da pressão arterial;
      Perda de consciência.

      Os testes cutâneos avaliam a sensibilização aos alérgenos. É teste simples, rápido e pode ser realizado no próprio consultório de médico capacitado e requer cuidados em sua realização e interpretação.

      O diagnóstico laboratorial pode ser feito através da determinação de IgE e IgG total ou específica.
      IgE total – alergias imediatas.
      IgE específico (rastreamento para grupo de alimentos) – mais de 50 diferentes tipos de alimentos.

      Exemplo de solicitação:

      IgE específico caseína
      IgE específico leite

      IgG e IgG4 específicos – alergias tardias.
      Em suma a reação alérgica a um alimento em particular são dependentes de um mecanismo imunológico: mediados por IgE; Ou não mediados por IgE – respostas alérgicas do tipo tardio (IgM, IgA, IgG).

      Imunoglobulina A (IgA) é encontrada em secreções (lágrimas, saliva) e defende o corpo de microrganismos que podem invadir os sistemas respiratório e digestório. É quantitativamente o anticorpo mais importante do trato gastrointestinal e tem importante papel na redução da penetração mucosa do material antigênico ingerido.

      Imunoglobulina M (IgM) é um tipo de anticorpo temporáro, e forma-se quando um agressor novo ataca o organismo.

      Imunoglobulina G (IgG): é um anticorpo que assume o controle a partir da IgM, a fim de formar uma memória duradoura, geralmente por toda a vida,

      As IgG específicas para alimentos, são úteis, por exemplo, para investigar se o paciente com doença celíaca aderiu a uma dieta sem glúten. Se ele ainda estiver consumindo glúten, suas IgG específicas para Gliadina, Secalina e Hordeína, estarão aumentadas. Entretanto, isso não determina causa da doença celíaca.
      Quando a IgG específica a um alimento encontra-se elevada significa exposição a este alimento e não alergia ou intolerância a ele.
      Ainda não há estudos que mostre uma correlação convincente entre os níveis de IgG e as manifestações físicas de uma doença, assim como os testes de IgG não são comprovados como um agente diagnóstico para exclusão dietética.

      e a Imunoglobulina E (IgE) é o anticorpo envolvido na alergia e na anafilaxia, além disso, protege o organismo contra parasitas intestinais.

      É difícil classificar todos os tipos de reações imunológicas, relacionadas a prováveis alimentos.
      O único mecanismo claramente identificado implica as reações de hipersensibilidade imediata mediadas por anticorpos IgE com ativação de mastócitos.
      A produção de Imunoglobulina E (IgE) para um alimento específico geralmente ocorre em minutos após a ingestão do alimento.
      Não se sabe perfeitamente por que algumas substâncias são alergênicas e outras não, nem por que nem todos os indivíduos desenvolvem uma
      reação alérgica após exporem-se aos alérgenos.

      A predisposição genética, a potência antigênica de alguns alimentos e alterações a nível do intestino parecem ter importante papel.
      Estudos indicam que de 50 a 70% dos pacientes com Alergia Alimentar possuem história familiar de alergia. Caso o pai e a mãe apresentam alergia,
      a probabilidade de terem filhos alérgicos é de 75%.

      Para que a reação alérgica a um alimento ocorra, proteínas ou outros antígenos devem ser absorvidos pelo trato gastrointestinal, interagir com o sistema imunológico e produzir uma resposta.

      Os alérgenos alimentares mais comuns responsáveis por até 90% de todas as reações alérgicas são as proteínas do leite de vaca, ovo, amendoim, trigo, soja, peixe, frutos do mar e nozes.

      Frutas cruas e vegetais são responsáveis pela Síndrome alérgica oral, que afeta aproximadamente 50% dos adultos com rinite causada por pólen. Dietas modernas que incluem alimentos exóticos e uma grande variedade de frutas e vegetais tem causado aumento de reações alérgicas a certas frutas, como kiwi e papaia, e a grãos, como gergelim, mostarda e canola.

      Os alimentos podem provocar reações cruzadas, ou seja, alimentos diferentes podem induzir respostas alérgicas semelhantes no mesmo individuo. O paciente alérgico ao camarão pode não tolerar outros crustáceos. Da mesma forma, pacientes alérgicos ao amendoim podem também apresentar reação ao ingerir a soja, ervilha ou outros feijões.

      As reações alérgicas envolvem mecanismos imunológicos que podem ou não ser mediados pela IgE (Imunoglobulina E), que normalmente se encontra associada a alergias alimentares e reações de hipersensibilidade, tendo como característica a rápida liberação de mediadores como a histamina.

      O tema é multiabrangente, e compreende um enorme leque de fatores que podem estar envolvidos, como uma resposta anormal a algum ingrediente proteico dos alimentos ingeridos, processos imunológicos, herança genética ou por anormalidades metabólicas.

      A Imunidade pode ser definida como o conjunto concatenado de mecanismos e respostas utilizados pelo corpo para defendê-lo contra substâncias
      estranhas, microorganismos, toxinas e células não compatíveis.

      Os mastócitos e basófilos são células efetoras predominantes nas reações alérgicas. Durante a inflamação alérgica, os basófilos migram para
      os tecidos afetados, e contribuem com diversos mediadores. Eles são orientados na produção de citocinas Th2 (IL-4 e IL-13), estimulando a síntese
      de IgE e a atopia.

      O eosinófilo desempenha também um papel central na patogenia das doenças alérgicas é conhecido como potente célula efetora citotóxica.
      São glóbulos brancos que têm o poder de destruição de parasitas e tecidos, sendo, no entanto, susceptível de causar doença. A sua função é estimulada por mediadores lipídicos e citocinas libertadas por outras células.

      Em condições normais, a reação alérgica a alimentos é evitada, pois o trato gastrointestinal e o sistema imunológico fornecem uma barreira
      que impede a absorção da maioria dos antígenos. Os alérgenos alimentares estáveis, resistem a temperatura, pH, e a digestão enzimática e, por meio da sua ingestão, são capazes de induzir sensibilizações mediadas por IgE em indivíduos geneticamente predispostos.
      Já em sucessivas exposições por via digestiva produziram sintomas frequentemente sistêmicos.

      Observa-se a produção de anticorpos IgG frente às proteínas de diferentes alimentos na maioria das pessoas sem que haja a indução de uma
      sintomatologia clinica. A maiorias das crianças, produzem pequenas quantidades de anticorpos específicos IgE frente a diferentes alimentos durante o primeiro ano de vida. Estes anticorpos desaparecem com o tempo. Em algumas crianças, relativamente poucas, os anticorpos específicos IgE permanecem e inclusive aumentam consideravelmente, e provocam sintomatologia alérgica gastrointestinal, dermatológica ou respiratória. Serão crianças alérgicas.

      A apresentação clínica é muito variável, com sintomas que podem surgir na pele, no sistema gastrintestinal e respiratório. As reações podem ser
      leves, com simples coceira nos lábios, até reações graves que podem comprometer vários órgãos.

      Tratamento
      Analisar os fatores que contribuem para o desencadeamento ou exacerbação dos sintomas da alergia:
      Desmame precoce e introdução dos alimentos;
      Frequência de consumo dos alimentos;
      Preferências; Aversões;
      Monotonia alimentar;
      Alimentos ocultos;
      Consumo de produtos químicos;
      Àlcool, cafeína e outros fatores antinutricionais;
      Hábitos alimentares: Quando, Como, Quanto O quê e Com o quê se come;
      Outros fatores que podem interferir para exacerbar o processo alérgico:
      Medicações que interferem com o tratogastrintestinal e com a biodisponibilidade de nutrientes ( antibióticos, antiácidos, laxantes, anti-inflamatórios não esteroidais);
      Estresse; Fumo; Dinâmica familiar e social;
      Poluição e condição ambiental; Alterações bruscas de temperatura.
      Avaliar a relação dos alimentos com os sinais e sintomas desenvolvidos pelo paciente. Detectar quais os processos podem estar causando as alergias alimentares escondidas, intolerâncias alimentares e desequilíbrios nutricionais, dificultando uma nutrição celular adequada e consequente funcionamento ideal orgânico.
      Detectando os erros alimentares e os alimentos alergênicos, por avaliação laboratorial e / ou clínica (avaliação de sinais e sintomas e dos hábitos alimentares ), elaborar uma orientação que corrija estes erros e um plano alimentar que leve em consideração:
      – Conhecimento dos alimentos no que se refere ao grau de reatividade ( baixa, média e alta reatividade );
      – Conhecimento do parentesco biológico dos alimentos ( reação antigênica cruzada entre os alimentos )
      – Exclusão temporária dos alimentos de maior reatividade ( por 1 a 3 meses);
      – Rotatividade de 4 dias(ou mais) dos alimentos de baixa ou média reatividade;
      – Reintroduzir os alimentos de alta sensibilidade ( 1 de cada vez ), avaliando os sintomas, e se necessário manter a exclusão por mais um período, de acordo com as reações manifestadas; Se não tiver nenhuma reação adversa, manter o alimento também na rotatividade de 4 dias ( ou mais );
      – Atendimento das necessidades nutricionais, substituindo os alimentos de exclusão por equivalentes características nutricionais;
      – Acompanhamento e conscientização do paciente e/ou familiares durante todo o processo de exclusão e reintrodução dos alimentos alergênicos;
      – Acompanhar a evolução do quadro clínico do paciente face às orientações nutricionais recebidas e sua adaptação aos novos hábitos;
      – Avaliação da necessidade de suplementação ou complementação de nutrientes em função do tempo e tipo de alimento excluído ( crianças, gestantes );
      – Avaliação da necessidade da prescrição de alimentos funcionais e suplementos nutricionais para dar : Suporte digestivo; Suporte imune; Ação antihistamínica; Antioxidantes; Suporte hepático/ Detoxificante; Reparação gastrintestinal; Recuperação do estado nutricional.

      Att,
      Gabriela

  3. Boa Noite! Nutricionistas podem solicitar sem problemas os exames de alergias? E podemos dar o diagnóstico de Alergia ao leite de vaca, por exemplo?

    • Olá,
      Sim, nutricionistas podem solicitar qualquer exame quando relacionado ao estado nutricional do indivíduo.
      A solicitação dos exames laboratoriais necessários ao acompanhamento dietoterápico é requisito essencial, inclusive para a prescrição dietética.
      Os exames integram a rotina das consultas nutricionais, quando estes ainda não estão disponíveis no prontuário, e trazem informações fundamentais para a avaliação do estado nutricional e ajuste dietoterápico, uma vez que complementam a anamnese, a antropometria e o exame clínico-nutricional. Não se trata de diagnóstico, tratamento ou procedimento; a solicitação de exames para diagnóstico nosológico (doenças) é atividade privativa do médico, ou seja, quando suspeitar de alguma alergia e ou intolerância deve-se encaminhar o paciente para o médico para que o mesmo dê o diagnóstico.

      Mias informações:
      http://www.cfn.org.br/novosite/pdf/res/2000_2004/res306.pdf

      Att,
      Gabriela

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