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8 comentários em “PC1007 – Hipotireoidismo: Exames, Dieta e Suplementação

  1. Muito esclarecedora a aula. Alguma orientação especifica para gestantes? Obrigada

  2. Excelente aula.
    Qual a outra forma de Hipo sem ser Hashimoto? Por que ocorre? A conduta é a mesma?
    Na Hashimoto devemos reduzir proteína animal?

    • Olá Barbara,
      Hipotireoidismo primário – estado clínico resultante de quantidade insuficiente de hormônios circulantes da tireoide para suprir uma função orgânica normal. A forma mais prevalente é a doença tireoidiana primária, mas também pode ocorrer hipotireoidismo devido à doença hipotalâmica ou hipofisária (denominada hipotireoidismo central).

      Hipotireoidismo subclínico – pacientes que apresentam níveis circulantes normais de T4 na presença de TSH elevado. O hipotireoidismo subclínico é definido pela elevação moderada dos níveis de TSH associados a níveis normais de t4 e t3 livres.

      O hipotireoidismo causa um aumento de volume da tireoide. Ocorre uma queda na produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina).
      Na maioria das vezes, o hipotireoidismo é causado por uma inflamação denominada Tireoidite de Hashimoto, uma disfunção autoimune.

      Com relação ao status nutricional tanto a carência quanto o excesso de micronutrientes, assim como a exposição a algumas substâncias bociogênicas podem interferir na regulação da tireoide e na produção hormonal periférica comprometendo o equilíbrio funcional dos hormônios tireoidianos.

      Iodo – a única função conhecida do iodo é no metabolismo dos hormônios tireoidianos. Sua absorção intestinal acontece na forma inorgânica.
      A maior fonte alimentar de iodo é de origem marinha – peixes e algas.
      Dependendo da disponibilidade de iodo, a tireoide é capaz de aumentar ou limitar a utilização dessa substância para a produção dos hormônios tireoidianos.
      Até mesmo um baixo fornecimento de iodo é suficiente para manter a função da tireoide num nível onde não há comprometimento para a saúde e sobrevivência humana.
      Contudo, danos à saúde podem ser causados não só pela produção hormonal insuficiente devido à DEFICIÊNCIA de iodo, mas também pela PRODUÇÃO EXCESSIVA de hormônio tireoidiano que leva a tireotoxicose.

      Selênio – é de fundamental importância para a regulação do funcionamento da tireoide. O selênio é ingerido como selenita, selenato e selenometionina.
      A deficiência de selênio está relacionada com aumento dos níveis circulantes de anticorpos antitireoidianos (anti-TPO: antitireoperoxidase) e que a suplementação de 200 mcg/dia (na forma de selenometionina ou selenita de sódio), durante 6 meses, reduz a concentração de anti-TPO (GARTNER; GASNIER, 2003; TURKER et al., 2006).

      Ferro – estudos demonstram que a anemia por deficiência de ferro pode alterar o metabolismo da tireoide, ocasionando redução das concentrações plasmáticas de T4 e T3, a ligação do T3 ao receptor pode aumentar os níveis de TSH circulante (HESS, ZIMMERMANN, 2004; ZIMMERMANN, 2006;). Além disso, o ferro é cofator da TPO e sua deficiência reduz a síntese hormonal (HESS, 2002).

      Vitamina A – a deficiência aumenta a produção de TSH, de tireoglobulina e o tamanho do bócio em indivíduos com deficiência severa de iodo (BIEBINGER et al., 2007).

      Cálcio – a ingestão excessiva de Ca pode ser bociogênica.

      Bromo – fica concentrado na tireoide e interfere na captação de iodo pela glândula.

      Flúor – não se concentra na tireoide, mas inibe o transporte de iodo para a mesma.

      Cobalto – deficiência de cobalto está associada coma redução da atividade da D1 e queda na produção de T3 (STANGL et al., 1999).

      Att,
      Gabriela

  3. Excelente aula!! Porem não foi falado sobre o consumo de isoflavonas da soja, se pode atrapalhar a função tireoidiana, pacientes vegetarianos que geralmente consomem muita soja, principalmente na forma de tofu podem ter a função da tireoide prejudicada? outra coisa, geralmente os pacientes com hipotireoidismo tem excesso de peso e dificuldade de perder, mais tenho caso de pacientes com lupus e hipotireoidismo, que fazem uso de Eutiroxh, que são magras e tem muita dificuldade em ganhar massa magra. Neste caso o que poderia ser feito para ajudar?

    • Olá Rizabelly,

      Em indivíduos com hipotireoidismo a isoflavona, assim com as brássicas, pode exercer uma atividade antitireoidiana por inibir a TPO. tireoperoxidase. A hidrólise de alguns glicosinalatos encontrados nos vegetais crucíferos e na soja pode levar a produção de goitrina, uma sustância capaz de interferir na síntese dos hormônios tireoidianos.
      Uma sugestão é utilizar as proteínas de origem vegetal para suplementação.
      Outra sugestão é corrigir carências nutricionais destes pacientes.
      Com relação ao status nutricional tanto a carência quanto o excesso de micronutrientes, assim como a exposição a algumas substâncias bociogênicas podem interferir na regulação da tireoide e na produção hormonal periférica comprometendo o equilíbrio funcional dos hormônios tireoidianos.

      Iodo – a única função conhecida do iodo é no metabolismo dos hormônios tireoidianos. Sua absorção intestinal acontece na forma inorgânica.
      A maior fonte alimentar de iodo é de origem marinha – peixes e algas. Pode-se suplementar nestes casos espirulina ou chlorela.
      Dependendo da disponibilidade de iodo, a tireoide é capaz de aumentar ou limitar a utilização dessa substância para a produção dos hormônios tireoidianos.
      Até mesmo um baixo fornecimento de iodo é suficiente para manter a função da tireoide num nível onde não há comprometimento para a saúde e sobrevivência humana.

      Selênio – é de fundamental importância para a regulação do funcionamento da tireoide. O selênio é ingerido como selenita, selenato e selenometionina.
      A deficiência de selênio está relacionada com aumento dos níveis circulantes de anticorpos antitireoidianos (anti-TPO: antitireoperoxidase) e que a suplementação de 200 mcg/dia (na forma de selenometionina ou selenita de sódio), durante 6 meses, reduz a concentração de anti-TPO (GARTNER; GASNIER, 2003; TURKER et al., 2006).

      Ferro – estudos demonstram que a anemia por deficiência de ferro pode alterar o metabolismo da tireoide, ocasionando redução das concentrações plasmáticas de T4 e T3, a ligação do T3 ao receptor pode aumentar os níveis de TSH circulante (HESS, ZIMMERMANN, 2004; ZIMMERMANN, 2006;). Além disso, o ferro é cofator da TPO e sua deficiência reduz a síntese hormonal (HESS, 2002).

      Vitamina A – a deficiência aumenta a produção de TSH, de tireoglobulina e o tamanho do bócio em indivíduos com deficiência severa de iodo (BIEBINGER et al., 2007).

      Cálcio – a ingestão excessiva de Ca pode ser bociogênica.

      Bromo – fica concentrado na tireoide e interfere na captação de iodo pela glândula.

      Flúor – não se concentra na tireoide, mas inibe o transporte de iodo para a mesma.

      Cobalto – deficiência de cobalto está associada coma redução da atividade da D1 e queda na produção de T3 (STANGL et al., 1999).

      Att,
      Gabriela

  4. EXCELENTE AULA, PORÉM SENTI FALTA DOS ARTIGOS CIENTÍFICOS NO MATERIAL COMPLEMENTAR , PODERIA ENCAMINHAR ALGUMAS REFERENCIAS?
    OBRIGADO

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