Você não pode visualizar esta videoaula porque ainda não está logado.

8 comentários em “PC1007 – Hipotireoidismo: Exames, Dieta e Suplementação

  1. Boa Tarde,
    Prescrevi a seguinte formula para uma paciente:
    Betacaroteno – 5mg
    Cobre quelado – 0,5mg
    Ascophyllum nodosum (Id- Alg®)- 300mg
    L-tirosina – 100mg
    Vitamina A – 2500UI
    Nicotinamida – 25mg
    Vitamina C revestida – 200mg
    Metilcobalamina – 25mcg
    Piridoxina – 5mg
    Selênio quelado – 100mcg
    Zinco quelado – 30mg
     
    Associar com:
    Componentes da fórmula 2:
    Vitamina D3 – 2000 UI
    Aviar 30 doses em cápsulas* oleosas transparentes qsp para 30 dias.
    *Isento de açúcar, corantes, edulcorantes artificiais e lactose.
    Posologia: Consumir 1 dose pela manhã, durante

    Que relatou que após o uso da mesma começou a sentir desconforto, diarreia e cólicas, ao suspender o uso os sintomas sumiram,
    Teria alguma relação????
    obrigada

    • Olá Thais,

      Sim, alguns pacientes relatam desconfortos gástricos decorrente dos minerais, como o zinco.
      Neste caso, a sugestão é administrar o suplemento após o almoço para diminuir os desconfortos, ou, até mesmo dividir a dose em 2 tomadas para diminuir a quantidade do nutriente em cada ingestão.

      Att,
      Gabriela

  2. Olá!

    Gostaria de saber o motivo de ser retirado da suplementação a alga caso o paciente faça reposição hormonal (Puran)?

    Obrigada.

    • Olá Márcia,

      Em pessoas saudáveis, a tireoide capta o iodo consumido na dieta e usa-o para criar dois hormônios: triiodotironina (T3) e tiroxina (T4). A alga é sugerida para fins preventivos, ou seja, quando há leve alteração nos hormônios tireoidianos, mas sem diagnóstico de tireoidite de rashimoto, hipotireoidismo primário ou secundário, por ser fonte de iodo.

      O iodo é essencial para a formação de tirosina e de triiodotironina, comumente denominados T4 e T3, os dois hormônios tireoidianos essenciais para a manutenção do metabolismo normal em todas as células.

      O T4 é um precursor do T3. Quem realmente age nas células é o T3. Grande parte do T4 produzido, ao chegar em órgãos ou tecidos, é transformado em T3 para utilização das células. Portanto, o T3 é efetivamente o hormônio tireoidiano que age no nosso organismo. O T4 é uma espécie de reserva, que é usado para gerar mais T3 sempre que necessário.

      Para pacientes que já fazem uso de levotiroxina para tratamento não há necessidade de utilizar o suplemento para fins preventivos. O hipotireoidismo subclínico é definido pela elevação moderada dos níveis de TSH associados a níveis normais de t4 e t3 livres.
      A levotiroxina sódica é a forma sintética do principal hormônio produzido pela glândula tireoide, chamado de tiroxina, também conhecido pela sigla T4.
      Quando o paciente apresenta baixa produção de hormônios tireoidianos, a reposição é feita, geralmente, com levotiroxina (t4 artificial) para que o organismo continue, de certo modo, com o controle de quanto T4 irá ser convertido em T3, de acordo com as necessidades do paciente.Neste caso a suplementação da alga não é indicada, pois o medicamento já faz a reposição necessária.
      Att,
      Gabriela

  3. Bom dia! Excelente aula!
    Gostaria de saber mais sobre a consumo da cafeína e absorção do zinco. Seria o caso de proibir o consumo excessivo de café para esses pacientes ou para pacientes viciados em café a suplementação de zinco seria eficaz?

    Obrigada!

    • Olá Dione,

      Na verdade seria recomendado diminuir o consumo do café sim.

      Alguns pesquisadores que estudaram a absorção intestinal de zinco, e relataram que a absorção de Zn é regulada pela quantidade de Zn que é ligada à proteína indutível de ligação ao Zn intestinal, então a conclusão foi que a presença de cafeína no intestino não afetou a capacidade de se ligar à metalotioneína, embora tenha sido relatada uma diminuição nos níveis de Zn nos tecidos.

      A realidade é que raramente aderimos às quantidades diárias recomendadas de diferentes nutrientes e o zinco não é uma exceção. A ingestão de zinco não produz benefícios esperados se o consumo for insuficiente.

      Att,
      Gabriela

  4. Quais dessas prescrições posso manter para paciente gestante com hipotiroidismo?

    • Olá Laurides,

      A conduta nutricional e a suplemetação para gestantes com hipotireoidismo é diferente da conduta feita para mulheres não gestantes. Esse prática clínica foi elaborada baseado em paciente não gestante.

      Para pacientes gestantes podemos utilizar probióticos (de preferência cepas gasseri, reuteri e bifidum), solicitar exames de 25OHD, hemograma completo para analisar a complementação nutricional, além de ômega-3 com no mínimo 400mg de DHA. São específicos os requerimentos nutricionais para gestantes.

      Att,
      Gabriela

  5. Aula maravilhosa! Parabéns!
    A biotina pode alterar os exames marcadores de hipotireoidismo, certo?! Mas sua suplementação pode ser indicada para pacientes com intensa queda de cabelo? Qual seria uma fórmula indicada para esse tipo de paciente para fortalecer cabelos e unhas?
    Obrigada

    • Olá,

      Na verdade, uma suplementação que objetiva a correção das carências geradas em pacientes que possuem alterações hormonais trireoidianas ajudaria neste caso.
      Tanto a carência quanto o excesso de micronutrientes, assim como a exposição a algumas substâncias bociogênicas podem interferir na regulação da tireoide e na produção hormonal periférica comprometendo o equilíbrio funcional dos hormônios tireoidianos.

      Veja:

      Selênio – é de fundamental importância para a regulação do funcionamento da tireoide.

      Ferro – estudos demonstram que a anemia por deficiência de ferro pode alterar o metabolismo da tireoide, ocasionando redução das concentrações plasmáticas de T4 e T3, a ligação do T3 ao receptor pode aumentar os níveis de TSH circulante (HESS, ZIMMERMANN, 2004; ZIMMERMANN, 2006;). Além disso, o ferro é cofator da TPO e sua deficiência reduz a síntese hormonal (HESS, 2002).

      Vitamina A – a deficiência aumenta a produção de TSH, de tireoglobulina e o tamanho do bócio em indivíduos com deficiência severa de iodo (BIEBINGER et al., 2007).

      Segue sugestão de fórmula. Ajustar conforme necessidade.

      Conversora Tireoidiana (Conversão do T3 em T4 e redução do TSH)

      Componentes da fórmula:
      Betacaroteno – 5mg
      Cobre quelado – 0,5mg
      L-tirosina – 100mg
      Vitamina C revestida – 200mg
      Metilcobalamina, Vitamina B12 – 250µg
      Selênio quelado – 100µg
      Zinco quelado – 30mg
      Vitamina A – 2500 UI

      Aviar X doses em cápsulas qsp.

      Posologia:
      Consumir 1 dose ao dia, pela manhã.

      Verificar a necessidade de suplementação de vitamina D3.

      Associar com:
      Fórmula complementar:
      Vitamina D – 800UI

      Aviar X doses em veículo oleoso qsp.

      Posologia:
      Consumir 1 dose ao dia, conforme orientação nutricional.

      Att,
      Gabriela

  6. Boa Tarde, O uso de teacrine também é contraindicado nesse caso?

  7. Boa tarde, gostaria de saber se exite alguma formulação fitoterapica que pacientes com hipotireoidismo podem utilizar para redução de gordura corporal e retenção de líquidos. Se tiver, poderia me passar?

    • Olá Gabriela,

      Sim, mas a formulação é somente se o paciente não estiver em uso de levotiroxina.Caso esteja utilizando a medicação, por favor retire “Ascophyllum nodosum (Id- Alg®)- 300mg” da composição, e deixe somente os micronutrientes.

      Segue exemplo:

      CONVERSORA TIREOIDIANA
      Componentes da fórmula 1:
      Betacaroteno – 5mg
      Cobre quelado – 0,5mg
      Ascophyllum nodosum (Id- Alg®)- 300mg
      L-tirosina – 100mg
      Vitamina A – 2500UI
      Nicotinamida – 25mg
      Vitamina C revestida – 200mg
      Metilcobalamina – 25mcg
      Piridoxina – 5mg
      Selênio quelado – 100mcg
      Zinco quelado – 30mg

      Aviar 30 doses em cápsulas* transparentes qsp para 30 dias.
      *Isento de açúcar, corantes, edulcorantes artificiais e lactose.

      Posologia: Consumir 1 dose pela manhã, durante 30 dias.

      Associar com:
      Componentes da fórmula 2:
      Vitamina D3 – 2000 UI

      Aviar 30 doses em cápsulas* oleosas transparentes qsp para 30 dias.
      *Isento de açúcar, corantes, edulcorantes artificiais e lactose.

      Posologia: Consumir 1 dose pela manhã, durante 30 dias.

      Att,
      Gabriela

  8. Olá boa tarde,

    Tenho algumas duvidas, por favor me ajudem.
    1- Eu não entendi como pct c hipotireoidismo cursa com hipocloridria devido a deficiencia de ferro.
    2- Se pct c hipotireoidismo que faz uso de levotiroxina e omeprazol, o correto seria… Suplementar o ferro somente apos ter os valores bioquimicos do ferro, ferritina ou suplementar p evitar essa depleção, pensando na dita hipocloridria mesmo sem os valores bioquimicos???
    3- como pedir a solicitação do exame cortisol salivar?? É somente realizado pela manha? o pct tem que fazer alguma preparação p o exame??
    4- Como podemos prescrerver as algas que sao fontes de IODO, pensando na contaminação por metais pesados?? Existem essas algas em cultivo controlado ou mesmo veganas??
    5- As lecitinas de soja, isoflavonoides e os fitoestrogenos ainda sao proibidos para pct c hipotireoidismo?
    6- Crianças que possuem alguma alergia ao leite comum e so fazem uso de leite de soja podem cursar com problemas na tireoide?? Se sim, isso se dará a pequeno, médio ou longo prazo??
    7- Quais o medicamentos que interferem na absorção da levotiroxina?? Para a melhor absorção do mesmo podemos usar VItamina C 1g/dia??
    8- A caféna pode diminuir a absorção do zinco e prejudicar a saude da tireoide. Como podemos proceder caso o pcte faça questao do cafe ou mesmo de suplementos ou outras bebidas que a contenham??
    9- Pcte q seja diabetica ou que esteja com uma resistencia a insulina devido ao hipotireoismo ou devido a outros fatores, deve ser retirado o picolinato de cromo, ou,apenas, controlar o horario da ingestao??
    10- Pctes c sindrome de down devem sempre estar dosando o zinco e verificando os hormonio tireoidianos devido a ter uma menor quantidade de zinco ?
    11- Voces poderiam disponibilizar artigos que falem sobre o consumo das brassicas em pct com hipotireoidismo, que a Ana citou no curso?? Essa é uma questão bem polemica ainda.
    12- Voces colocaram o link de alguns artigos, porem 2 deles só nos dao o resumo. Existe a possibilidade de disponibilizar na integra? https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15114790
    https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25758370

    Obrigada

    • Olá Célia,
      1. Pacientes com hipotireoidismo possuem grande risco de deficência de ferro devido à diminuição da secreção de ácidos gástricos (hipocloridria) que ocorre nesses pacientes. O meio ácido é necessário para absorção de ferro. A reposição de ferro por terapia oral só surtirá efeito se concomitantemente for tratado o hipotireoidismo.

      2. O ideal seria ter os resultados dos exames antes da suplementação.

      3. Segue exemplo da solicitação do exame de cortisol:
      Cortisol salivar manhã
      Cortisol salivar tarde

      Exemplo de como fazer a coleta. Essa orientação é dada pelo laboratório que será realizado o exame.

      *Preparação para coleta:
      – A coleta deve ser feita até duas horas após o horário habitual do cliente acordar;
      – Não há necessidade de jejum após dieta leve. Se, contudo, o exame for feito após as principais refeições (almoço e jantar), deve haver um intervalo de três horas entre a refeição e a coleta;
      – Não colher em caso de lesões orais com sangramento ativo ou potencial;
      – O cliente não pode fazer tratamento dentário nas 24 horas que antecedem ao exame;
      – Antes da coleta, é necessário ficar três horas sem escovar os dentes;
      – Se a amostra for colhida em casa, o cliente deve retirar o frasco apropriado (Salivette®), a caixa de isopor e o gelo reciclável.
      – Informar todos os medicamentos em uso.

      4. As algas podem ser suplementadas ou consumidas como alimento. Todas as algas são de origem vegetal. Veja algumas características abaixo:

      Kelp
      Kelp é o tipo mais prontamente disponível de algas comestíveis. Nos países asiáticos, kombu e wakame são formas populares de algas comestíveis. Você geralmente encontrará algas na sua forma seca. Kelp também vem em forma granulada, para ser usado no lugar de sal.
      Kombu é um tipo de alga marinha, uma alga marrom comumente consumida no Japão. Ele vem seco, para sopa ou caldo, ou fresco, para ser comido como sashimi.

      Nori é a forma mais branda de algas, geralmente torrada em folhas ou quadrados. É a alga do sushi.

      Se os vegetais do mar absorvem todos os compostos benéficos flutuando em torno de nossos oceanos, parece plausível que eles também absorvam as coisas ruins – mercúrio, arsênico, chumbo, dentre outros. Entretanto, a maioria dos estudos mostrou que a toxicidade do metal pesado via consumo de algas não acontece. Apenas um tipo, chamado hijiki, tem mostrado consistentemente possuir níveis de metais pesados, especialmente arsênico.

      Algas para complementação. Podem ser adicionadas a sucos: clhorella e/ou Spirulina. Além da Ascophyllum nodosum para suplementação, caso o paciente não esteja utilizando medicação.

      5. Em indivíduos com hipotireoidismo a isoflavona, assim com as brássicas, pode exercer uma atividade antitireoidiana por inibir a TPO. tireoperoxidase. A hidrólise de alguns glicosinalatos encontrados nos vegetais crucíferos e na soja pode levar a produção de goitrina, uma sustância capaz de interferir na síntese dos hormônios tireoidianos. Por isso, não são recomendados para pessoas que tem hipotireoidismo.

      6. Existem muitos componentes bioativos da soja que podem contribuir para os hipotéticos benefícios à saúde da soja, mas a maior parte das atenções se concentrou nas isoflavonas, que possuem propriedades hormonais e não-hormonais. No entanto, apesar dos possíveis benefícios a soja pode ser contra-indicada para alguns subgrupos da população. Uma preocupação é que a soja pode afetar adversamente a função tireoidiana e interferir na absorção do hormônio tireoidiano sintético. Há uma preocupação teórica baseada em dados in vitro e em animais que, em indivíduos com função tireoidiana comprometida e / ou cuja ingestão de iodo é baixa, pode aumentar o risco de desenvolver hipotireoidismo clínico. Portanto, é importante que os consumidores de comida de soja assegurem que sua ingestão de iodo seja adequada.

      Em suma, os estudos mostram que:

      A soja não se mostrou prejudicial a pessoas com funcionamento normal da tireoide, desde que elas também estejam consumindo quantidades adequadas de iodo, micronutriente essencial.
      A soja também não é prejudicia, em pequenas quantidades, aos pacientes com hipotireoidismo, desde que não seja consumida ao mesmo tempo que a medicação.
      Pessoas com hipotireoidismo subclínico podem querer observar a ingestão de soja, pois algumas pesquisas mostram que isso poderia desencadear a progressão para o hipotireoidismo. Desta forma, deve-se evitar o consumo de soja.
      Para crianças dê preferência para fórmulas infantis que não sejam de soja.

      Veja mais informações nos links dos artigos abaixo:
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16571087
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24618766
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16965235

      7. Efeitos da levotiroxina sobre outros medicamentos:
      Anticoagulantes orais
      Antidiabéticos orais e insulina

      Efeitos de outros medicamentos sobre a levotiroxina:
      Medicamentos indutores enzimáticos
      A amiodarona inibe a conversão periférica da levotiroxina T4 para T3 resultando em redução da concentração sérica de T3 e aumento do nível de TSH sérico.
      Glicocorticoides, propiltiouracil e beta-simpatolíticos
      Inibidores da protease
      Inibidores da tirosina quinase
      Estrógenos
      Salicilatos
      Furosemida
      Clofibrato

      Os alimentos podem interferir com a absorção da levotiroxina. Assim recomenda-se a administração da levotiroxina com estômago vazio (1 hora antes ou 2 horas após o café da manhã ou ingestão de alimento), a fim de aumentar sua absorção.

      Veja mais informações acessando o link da bula abaixo:
      http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=5847622015&pIdAnexo=2717926

      A vitamina C, sugere-se administar em doses de 200mg por vez, longe da administração da medicação.

      Att,
      Gabriela

  9. Muito esclarecedora a aula. Alguma orientação especifica para gestantes? Obrigada

  10. Excelente aula.
    Qual a outra forma de Hipo sem ser Hashimoto? Por que ocorre? A conduta é a mesma?
    Na Hashimoto devemos reduzir proteína animal?

    • Olá Barbara,
      Hipotireoidismo primário – estado clínico resultante de quantidade insuficiente de hormônios circulantes da tireoide para suprir uma função orgânica normal. A forma mais prevalente é a doença tireoidiana primária, mas também pode ocorrer hipotireoidismo devido à doença hipotalâmica ou hipofisária (denominada hipotireoidismo central).

      Hipotireoidismo subclínico – pacientes que apresentam níveis circulantes normais de T4 na presença de TSH elevado. O hipotireoidismo subclínico é definido pela elevação moderada dos níveis de TSH associados a níveis normais de t4 e t3 livres.

      O hipotireoidismo causa um aumento de volume da tireoide. Ocorre uma queda na produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina).
      Na maioria das vezes, o hipotireoidismo é causado por uma inflamação denominada Tireoidite de Hashimoto, uma disfunção autoimune.

      Com relação ao status nutricional tanto a carência quanto o excesso de micronutrientes, assim como a exposição a algumas substâncias bociogênicas podem interferir na regulação da tireoide e na produção hormonal periférica comprometendo o equilíbrio funcional dos hormônios tireoidianos.

      Iodo – a única função conhecida do iodo é no metabolismo dos hormônios tireoidianos. Sua absorção intestinal acontece na forma inorgânica.
      A maior fonte alimentar de iodo é de origem marinha – peixes e algas.
      Dependendo da disponibilidade de iodo, a tireoide é capaz de aumentar ou limitar a utilização dessa substância para a produção dos hormônios tireoidianos.
      Até mesmo um baixo fornecimento de iodo é suficiente para manter a função da tireoide num nível onde não há comprometimento para a saúde e sobrevivência humana.
      Contudo, danos à saúde podem ser causados não só pela produção hormonal insuficiente devido à DEFICIÊNCIA de iodo, mas também pela PRODUÇÃO EXCESSIVA de hormônio tireoidiano que leva a tireotoxicose.

      Selênio – é de fundamental importância para a regulação do funcionamento da tireoide. O selênio é ingerido como selenita, selenato e selenometionina.
      A deficiência de selênio está relacionada com aumento dos níveis circulantes de anticorpos antitireoidianos (anti-TPO: antitireoperoxidase) e que a suplementação de 200 mcg/dia (na forma de selenometionina ou selenita de sódio), durante 6 meses, reduz a concentração de anti-TPO (GARTNER; GASNIER, 2003; TURKER et al., 2006).

      Ferro – estudos demonstram que a anemia por deficiência de ferro pode alterar o metabolismo da tireoide, ocasionando redução das concentrações plasmáticas de T4 e T3, a ligação do T3 ao receptor pode aumentar os níveis de TSH circulante (HESS, ZIMMERMANN, 2004; ZIMMERMANN, 2006;). Além disso, o ferro é cofator da TPO e sua deficiência reduz a síntese hormonal (HESS, 2002).

      Vitamina A – a deficiência aumenta a produção de TSH, de tireoglobulina e o tamanho do bócio em indivíduos com deficiência severa de iodo (BIEBINGER et al., 2007).

      Cálcio – a ingestão excessiva de Ca pode ser bociogênica.

      Bromo – fica concentrado na tireoide e interfere na captação de iodo pela glândula.

      Flúor – não se concentra na tireoide, mas inibe o transporte de iodo para a mesma.

      Cobalto – deficiência de cobalto está associada coma redução da atividade da D1 e queda na produção de T3 (STANGL et al., 1999).

      Att,
      Gabriela

  11. Excelente aula!! Porem não foi falado sobre o consumo de isoflavonas da soja, se pode atrapalhar a função tireoidiana, pacientes vegetarianos que geralmente consomem muita soja, principalmente na forma de tofu podem ter a função da tireoide prejudicada? outra coisa, geralmente os pacientes com hipotireoidismo tem excesso de peso e dificuldade de perder, mais tenho caso de pacientes com lupus e hipotireoidismo, que fazem uso de Eutiroxh, que são magras e tem muita dificuldade em ganhar massa magra. Neste caso o que poderia ser feito para ajudar?

    • Olá Rizabelly,

      Em indivíduos com hipotireoidismo a isoflavona, assim com as brássicas, pode exercer uma atividade antitireoidiana por inibir a TPO. tireoperoxidase. A hidrólise de alguns glicosinalatos encontrados nos vegetais crucíferos e na soja pode levar a produção de goitrina, uma sustância capaz de interferir na síntese dos hormônios tireoidianos.
      Uma sugestão é utilizar as proteínas de origem vegetal para suplementação.
      Outra sugestão é corrigir carências nutricionais destes pacientes.
      Com relação ao status nutricional tanto a carência quanto o excesso de micronutrientes, assim como a exposição a algumas substâncias bociogênicas podem interferir na regulação da tireoide e na produção hormonal periférica comprometendo o equilíbrio funcional dos hormônios tireoidianos.

      Iodo – a única função conhecida do iodo é no metabolismo dos hormônios tireoidianos. Sua absorção intestinal acontece na forma inorgânica.
      A maior fonte alimentar de iodo é de origem marinha – peixes e algas. Pode-se suplementar nestes casos espirulina ou chlorela.
      Dependendo da disponibilidade de iodo, a tireoide é capaz de aumentar ou limitar a utilização dessa substância para a produção dos hormônios tireoidianos.
      Até mesmo um baixo fornecimento de iodo é suficiente para manter a função da tireoide num nível onde não há comprometimento para a saúde e sobrevivência humana.

      Selênio – é de fundamental importância para a regulação do funcionamento da tireoide. O selênio é ingerido como selenita, selenato e selenometionina.
      A deficiência de selênio está relacionada com aumento dos níveis circulantes de anticorpos antitireoidianos (anti-TPO: antitireoperoxidase) e que a suplementação de 200 mcg/dia (na forma de selenometionina ou selenita de sódio), durante 6 meses, reduz a concentração de anti-TPO (GARTNER; GASNIER, 2003; TURKER et al., 2006).

      Ferro – estudos demonstram que a anemia por deficiência de ferro pode alterar o metabolismo da tireoide, ocasionando redução das concentrações plasmáticas de T4 e T3, a ligação do T3 ao receptor pode aumentar os níveis de TSH circulante (HESS, ZIMMERMANN, 2004; ZIMMERMANN, 2006;). Além disso, o ferro é cofator da TPO e sua deficiência reduz a síntese hormonal (HESS, 2002).

      Vitamina A – a deficiência aumenta a produção de TSH, de tireoglobulina e o tamanho do bócio em indivíduos com deficiência severa de iodo (BIEBINGER et al., 2007).

      Cálcio – a ingestão excessiva de Ca pode ser bociogênica.

      Bromo – fica concentrado na tireoide e interfere na captação de iodo pela glândula.

      Flúor – não se concentra na tireoide, mas inibe o transporte de iodo para a mesma.

      Cobalto – deficiência de cobalto está associada coma redução da atividade da D1 e queda na produção de T3 (STANGL et al., 1999).

      Att,
      Gabriela

  12. EXCELENTE AULA, PORÉM SENTI FALTA DOS ARTIGOS CIENTÍFICOS NO MATERIAL COMPLEMENTAR , PODERIA ENCAMINHAR ALGUMAS REFERENCIAS?
    OBRIGADO

Deixe uma resposta