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  1. Prof. como avaliar um exame de insulina?
    Oque seria um paciente sensível a insulina e um com resistência a insulina, como avaliar?

    • Olá Lusiana,

      O conceito de resistência à insulina demonstra uma reduzida sensibilidade à insulina em obesos não diabéticos e idosos. Também demonstraram
      que dietas ricas em carboidratos e pobres em gordura aumentam a sensibilidade à insulina.

      A resistência à insulina acompanha a obesidade e distúrbios relacionados com o Diabetes tipo 2. Ela é definida pela diminuição da capacidade dos tecidos em responder à insulina. A insulina tem ação especial no tecido muscular, hepático e adiposo.

      A RI se refere a uma reduzida sensibilidade tecidual à ação da insulina, ou seja, para superar essa resistência e buscar a manutenção da homeostase da glicose, o pâncreas secreta quantidades cada vez maiores de insulina, resultando em hiperinsulinemia.
      A célula β pancreática é projetada para sintetizar, embalar e liberar insulina sob demanda, a fim de controlar a homeostase da glicose no sangue. Ela monitoriza constantemente o estado nutricional do organismo de mamífero. Num organismo saudável a normoglicemia é orquestrada pelo ajuste entre a secreção e as ações da insulina, sendo a glicose plasmática o principal substrato regulador do processo secretório.

      O termo “resistência à insulina” (RI) é referido para a resistência aos efeitos da insulina na absorção, metabolismo ou armazenamento de glicose e é considerada o inverso da sensibilidade à insulina. Ela ocorre quando os tecidos-alvos são menos sensíveis aos efeitos metabólicos da insulina. Isso ocasiona uma menor eficiência na captação e utilização da glicose pela maioria das células coporais, com excessão do cérebro. Assim, as concentrações de glicose sérica aumentam, a utilização celular da glicose sérica diminui e a utilização de gorduras e proteínas se eleva.

      A resistência à isnulina é considerada o inverso da sensibilidade à insulina, ou seja, indivíduos com resistência à isnulina possuem baixa sensibilidada à insulina.

      Métodos laboratoriais de investigação da Resistência à Insulina (RI):

      Os métodos podem ser divididos em diretos e indiretos.

      Métodos laboratoriais de investigação da RI

      INDIRETOS
      • Insulinemia
      • Homeostasis Model Assessment (HOMA)
      • Quantitative Insulin Sensitivity Check Index (QUICKI)
      • Teste de tolerância à glicose (TTG oral)
      • TTG EV/FSIVGTT

      DIRETOS
      Teste de tolerância à insulina (Kitt)
      Teste de supressão de insulina
      •Clamp de glicose
      Os métodos diretos analisam os efeitos de uma quantidade estabelecida de insulina injetada em um certo indivíduo.

      Métodos indiretos

      • Insulinemia de jejum

      A dosagem da insulina de jejum tem sido apontada como um método simples para a avaliação da sensibilidade à insulina no organismo como um todo.

      Em indivíduos resistentes à insulina, as concentrações plasmáticas de jejum estão elevadas e se correlacionam com a intensidade da RI determinada pelo clamp euglicêmico hiperinsulinêmico, que é considerado o padrão-ouro para avaliação da RI.

      A dosagem da insulina tem sido utilizada por epidemiologistas por ser uma medida de fácil utilização em grandes populações.

      A insulinemia de jejum não reflete a medida da ação da insulina em tecidos insulino-dependentes, como o músculo. Por outro lado, a insulina de jejum fornece uma boa avaliação da sensibilidade hepática à insulina.

      Na prática clínica a dosagem da insulina, quando realizada em diabéticos, se reduzida, poderá não indicar uma baixa RI, mas sim uma falência na função da célula beta pancreática.

      Cálculo de HOMA “Homeostasis model assessment”

      A avaliação da RI por métodos sofisticados como o clamp não está disponível para a maioria dos investigadores, e também requer muito tempo tanto do paciente quanto do médico.

      Com essa argumentação, Turner et al. desenvolveram um modelo matemático que prediz a sensibilidade à insulina pela simples medida da
      glicemia e insulina de jejum. Esse método foi chamado de HOMA e dele se extraem dois índices (HOMA-IR e HOMA-beta), que visam traduzir a sensibilidade à insulina e a capacidade secretória da célula beta, ou, em outras palavras, a RI e a função da célula beta.

      Eles se basearam em dados da literatura para construir curvas relacionando glicemia do estado de homeostasia (em inglês: steady-state plasma glucose ou SSPG) com a resposta insulínica em indivíduos saudáveis e com variados graus de comprometimento da função da célula beta.

      Em resumo, o modelo prediz uma insulinemia e glicemia para uma dada sensibilidade e capacidade de secreção de insulina.

      Se conhecidas simultaneamente a glicemia e a insulinemia, o modelo pode fornecer os índices Homa-IR e Homa-beta pelas seguintes equações:

      HOMA-IR = Glicemia (mMol) × Insulina (µU/mL) ÷ 22,5

      HOMA-beta = 20 × Insulina ÷ (Glicemia 3,5)

      Teste oral de tolerância à glicose (TTGO)

      Os primeiros testes para avaliação da sensibilidade à insulina utilizavam o teste oral de tolerância à glicose.
      Atualmente o teste convencional consiste na ingestão de 75 g de glicose em cinco minutos com determinações da glicose e insulina a cada 15 ou 30 minutos durante duas ou três horas.

      A razão entre glicemia e insulinemia em termos absolutos ou considerando o incremento sobre o basal é calculada para cada ponto da curva e também para toda a curva (área sobre a curva). Quanto menor o incremento na glicose por unidade de insulina mais sensível será o indivíduo testado.

      QUICKI – Quantitative insulin sensitivity check index

      Este método, tal qual o HOMA, baseia-se na homeostasia, considerando uma relação entre insulina e glicemia no estado de jejum. Este método foi deduzido a partir de dados obtidos em estudos com clamp e teste de tolerância endovenosa à insulina, a partir dos quais os autores obtiveram ótimas correlações de seus índices com os valores de glicemia e insulina no jejum. Os valores das duas variáveis sofrem uma transformação
      logarítmica para normalizar a grande variabilidade dos valores, principalmente da insulina, permitindo a obtenção de um índice de acordo com a
      seguinte fórmula:

      QUICKI = 1 ÷ (Log insulina + Log glicemia)

      O QUICKI apresenta boas correlações com marcadores da síndrome metabólica, conseguindo discriminar satisfatoriamente diferentes estados de RI, como graus de obesidade e tolerância à glicose.

      Métodos simples, como o HOMA e o QUICKI, ganham cada vez mais adeptos na literatura científica mundial talvez por serem não apenas factíveis, mas também passíveis de utilização na prática clínica.

      Você pode ter mais informações acessando o link do artigo (Avaliação Laboratorial e Diagnóstico da
      Resistência Insulínica), veja:
      http://www.scielo.br/pdf/abem/v50n2/29304.pdf

      Att,
      Gabriela

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