Você não pode visualizar esta videoaula porque ainda não está logado.

0 comentários em “CO2008 – Recomendações Nutricionais

  1. Ola! tenho duvida sobre a suplementação durante o primeiro mês, sabemos que nesse período não são recomendados comprimidos ou capsulas. O único suplementos indicado seria o Bari Vit por ser mastigável, porque o Baro Vitall é em comprimidos. Tem outro no mercado que seja bom e que seja em pó ou mastigável?
    Obrigada!

  2. Oi,
    tenho algumas dúvidas:
    Em pacientes PO com as taxas adequadas inicialmente é necessário suplementar Polivitamínico?
    E se somente algumas taxas estiverem em deficiência posso fazer prescrição individualizada ou é necessário o uso contínuo do polivitamínico?
    Sobre o uso do Whey Protein, devo usar o cálculo de PTN g /kg peso? como iniciar suplementação ?

    • Olá Amanda,

      Segue respostas:

      Em pacientes PO com as taxas adequadas inicialmente é necessário suplementar Polivitamínico?
      Sim.

      O perfil de vitaminas e minerais depende da dieta, tabagismo, idade, sexo, dentre outros fatores. Muitos indivíduos obesos apresentam baixas concentrações de vitamina B6, vitamina C, 25 hidroxi vidamina D e vitamina E antes mesmo da realização de cirurgias bariátricas.

      A associação entre baixas concentrações de micronutrientes no pré-operatório juntamente com as alterações anatômicas e fisiológicas proporcionadas pelas técnicas cirúrgicas pode tornar o paciente muito vulnerável a desenvolver deficiências grave de vitaminas e minerais.

      Os Doentes submetido à cirurgia bariátrica, principalmente pelas técnicas do BGYR ou DBP apresentam um maior risco de desenvolver deficiências
      nutricionais, devido, principalmente, à exclusão de partes do trato gastrointestinal prejudicando a absorção eficiente dos nutrientes evidenciando que, as técnicas cirúrgicas com características disabsortivas exercem um maior impacto na absorção de vitaminas e minerais e frequentemente resultam em deficiências nutricionais.

      A deficiência de proteínas também é observada em indivíduos submetidos à DBP. Entre as principais causas de deficiência
      protéica após DBP está a negligência do paciente em relação às recomendações protéicas diárias de 70 a 80g ou 0,8 a 1,2 g/kg como já mencionada.
      A desnutrição enérgico-protéica é comumente associada à presença de anemia ferropriva, deficiência de vitamina B12, ácido fólico e cobre; e a
      deficiência proteica associa-se à deficiência de zinco, tiamina e vitamina B6.

      A adequação de micronutrientes é importante não só para a manutenção da saúde, mas também para obter o máximo sucesso na manutenção e perda de peso em longo prazo.

      A deficiência de vitamina B12 é uma das deficiências mais frequentes observadas após o BGYR e pode ocorrer em consequência de vários fatores. Com a redução na produção gástrica de ácido clorídrico, não há a conversão de pepsinogênio em pepsina, a qual é necessária para a liberação de vitamina B12 presente em alimentos proteicos. Além disso, o fator intrínseco é produzido pelas células parietais do estômago.

      E se somente algumas taxas estiverem em deficiência posso fazer prescrição individualizada ou é necessário o uso contínuo do polivitamínico?
      Uso contínuo do polivitamínico. Os pacientes, em sua maioria, tendem a deixar de usar após 1 ou 2 anos. Mas, é necessário a suplementação.

      Sobre o uso do Whey Protein, devo usar o cálculo de PTN g /kg peso? como iniciar suplementação ?

      O whey protein pode ser contabilizado no total de proteínas da dieta.
      Exemplo:

      Whey = 30g por dose (85% de proteína) = 25,5g
      1 filé de peixe (100g cru) – 17g
      1 filé de 100g(cru) de patinho – 22g
      30g de queijo – 5g
      100g de feijão preto cozido – 4g
      TOTAL – 73,5 g de proteínas.

      Att,
      Gabriela

  3. 1. a suplementação de citrato de potássio, só pode ser feita pelo médico?
    2. analisando a perda rápida de peso e acidificação causada ele tbm é indicado?
    3. a suplementação via oral de polivitaminicos e principalmente de vitamina do complexo B é bem sucedida devido a falta de fator intrínseco gástrico? como prescrever? intramuscular?

    • Olá Natielli,

      1. a suplementação de citrato de potássio, só pode ser feita pelo médico?

      Para tratamento de litíase renal, sim.

      2. analisando a perda rápida de peso e acidificação causada ele tbm é indicado?

      Uma vez que boa parte dos efeitos benéficos do potássio depende do ânion a ele ligado, e devido à dificuldade em separar os efeitos do potássio isoladamente daqueles relacionados a esses ânions, as recomendações de potássio se baseiam nas formas que ocorrem naturalmente em alimentos que são fonte desse metal.

      De acordo com os dados disponíveis, a ingestão adequada (adequate intake – AI) para o potássio é de 4,7 g/dia (120 mmol/dia) para todos os adultos jovens.
      Esse nível de ingestão dietética (proveniente de alimentos) parece ser suficiente para manter os níveis de pressão arterial, reduzir os efeitos adversos da ingestão de cloreto de sódio sobre a pressão arterial, reduzir o risco de recorrência de cálculos renais e possivelmente diminuir a perda óssea.

      Vale ressaltar que a AI é valor de consumo recomendável baseado em níveis de ingestão ajustados experimentalmente ou com aproximações da ingestão observada de nutrientes de um grupo de indivíduos aparentemente saudáveis, e é utilizada quando não há dados suficientes para a determinação das recommended dietary allowances (RDA).

      E vale lembrar que o Citrato de Potássio possui muitas contraindicações:

      Insuficiência cardíaca, lesão do miocárdio severa, disfunção renal severa com azotemia e oligúria ou insuficiência renal, quando a taxa de filtração glomerular é inferior a 0,7 ml por kg por minuto, acidose tubular renal severa, síndromes diarréicas crônicas (colite ulcerosa, enterite regional ou cirurgia de bypass jejuno-ileal). Os comprimidos não devem ser administrados quando há retardamento do esvaziamento gástrico, compressão esofágica, obstrução ou constrição intestinal, hiperpotassemia ou situações que predisponham à mesma, como insuficiência adrenal, desidratação aguda, diabetes mellitus descontrolada, exercício físico enérgico em pessoas inadequadas, disfunção renal crônica, destruição tissular extrema,
      úlcera péptica, infecção ativa do trato urinário.

      INTERAÇÕES
      Anfetaminas, efedrina ou pseudoefedrina, quinidina, antiácidos, especialmente o carbonato de cálcio ou o bicarbonato de sódio, antimuscarínicos (atropina e compostos relacionados), medicamentos que contêm cálcio, inclusive os suplementos, leite e outros produtos lácteos, exceto a manteiga, glicosídeos digitálicos, diuréticos poupadores de potássio, leite com baixo conteúdo de sal, medicamentos que contêm potássio,
      substitutos do sal, laxantes, levodopa, lítio, metenamina, salicitos, medicamentos que contêm sódio.

      REAÇÕES ADVERSAS
      Confusão, arritmias, intumescimento e formigamento nas mãos, pernas ou lábios, dispnéia, ansiedade, cansaço ou debilidade não habitual (alcalose metabólica), debilidade ou sensação de peso nas pernas, sabor desagradável na boca, alterações no estado de ânimo ou mental, dor ou contração muscular, nervosismo ou inquietude. Os comprimidos de citrato de potássio podem provocar câimbras ou dor abdominal ou de estômago, fezes negras ou muito escuras, vômitos severos às vezes com sangue.

      3. a suplementação via oral de polivitaminicos e principalmente de vitamina do complexo B é bem sucedida devido a falta de fator intrínseco gástrico? como prescrever? intramuscular?

      A absorção de vitamina B12 depende da molécula de tranporte formada pelas células parietais do estômago, o fator intrínseco gástrico – FI.
      Neste caso, a prescrição é do médico, por via intramuscular.

      Att,
      Gabriela

  4. Dúvita.

    As suplementações com Barivit ,Baristar são recomendadas para qualquer técnica de cirurgia quando não encontrado nenhuma outra deficiência ?
    MATERNA, NATELI SÓ APÓS 1 Mês Á CIRURGIA CERTO ?

    • Olá Giovanna,

      Sim.

      Lembre-se sempre de avaliar a história clínica e bioquímica de cada paciente.

      Recomenda-se a suplementação de vitaminas lipossolúveis, ferro, B12, cálcio e multivitamínicos até 2x ao dia.

      ü Vitamina A: 5.000 a 10.000UI/dia.

      ü Vitamina D: 600 a 50.000UI/dia.

      ü Vitamina E: 400UI/dia.

      ü Vitamina K: 1mg/dia.

      Fisiopatologia das deficiências de micronutrientes

      ü Por que acontece comprometimento no metabolismo?

      Considerações em relação a biodisponibilidade:

      ü pH (ácido ou alcalino): pH gastrintestinal necessário para a solubilização dos nutrientes;

      ü Forma de apresentação do suplemento;

      ü Dependência de enzimas no TGI;

      ü Integridade da mucosa intestinal;

      ü Via de administração, horários, fracionamentos;

      ü Ácido clorídrico, bicarbonato de sódio e enzimas são os facilitadores para a absorção;

      ü 92-97% da dieta é absorvida em condições normais.

      Frequência da deficiência de minerais após a cirurgia bariátrica:

      A presença de deficiências nutricionais em indivíduos obesos pode parecer paradoxal em decorrência do consumo calórico excessivo, mas dados da literatura evidenciam que as deficiências de vários micronutrientes podem ser mais prevalentes em portadores de excesso de peso, principalmente naqueles que sofrem de obesidade mórbida. Tais deficiências são atribuídas ao elevado consumo de alimentos processados, de alta densidade energética e pobre valor nutritivo. O tratamento cirúrgico para a obesidade pode exacerbar as deficiências nutricionais de vitamina D, cálcio, ferro e vitaminas antioxidantes como as mais prevalentes antes da cirurgia bariátrica.

      Principais alterações de absorção de nutrientes na Gastrectomia Vertical:

      Estômago Fator intrínseco: B12 HCI: redução de Fe3+ a Fe2+ Água, cobre, iodeto, fluoreto.

      Suplementação: Vitamina B12 de rotina.

      Veja o esquema baixo:
      Polivitamínico e mineral
      Recomendações diárias: 200% valor diário.
      Modo de usar:
      Separado ou não das refeiçoes (saempre preferir minerais quelados, possuem maior absorção);
      Melhor tolerância com bebidas proteicas;
      – Cuidar suplementos de ferro e cálcio. Não tomar juntos.
      Exames bioquímicos: tiamina, B6, Vit. A, folato. Vit. E, tempo protrombina (K), Zn.

      Citrato de cálcio com vitamina D: 1000 – 1500mg Ca + 400-800mg de vitamina D3. (Não tomar junto com ferro (2-4h). Exames bioquímicos: ferritina, ferro sérico, capacidade de ligação de ferro, hemograma.
      Vitamina A:
      Indicação:
      Prevenção: 5000UI/d;
      Deficiência: 50.000UI a cada duas semanas.
      Vitamina E:
      Indicação:
      Vitamina E: 800-1200 UI.
      Vitamina K: A principal forma dietética da vitamina K é absorvida no jejuno e íleo, num
      processo dependente do fluxo normal de bile e sucos pancreáticos. Sua absorção é aumentada
      na presença de gordura dietética.
      Indicação:
      Vitamina K: 10 mg/d.
      Lembrando que devemos respeitar os níveis máximos recomendados pela Anvisa e na falta
      desta recomendação devemos respeitar os níveis máximos recomendado pela DRI (UL).

      Att,
      Gabriela

  5. Olá!

    Tenho dúvidas sobre as duas últimas aulas!

    *Sobre carboidratos, alguma recomendação?
    *No início do PO com dietas bem restritas, não é necessário fazer cálculo calórico, certo?
    *No pré-operatório, é necessário iniciar as mudanças no hábito de vida, porém deve ser calculada dieta específica?
    *No caso de técnicas disabsrotivas, a suplementação oral é suficiente para cobrir a carência nutricional? E ela consegue ser absorvida?
    *No caso de suplementação IM ou IV prescrita pelo médico, continuamos com a nossa prescrição oral ao mesmo tempo?

    Obrigada!
    Bruna!

    • Olá,
      As recomendações nutricionais estão especificadas no curso. Pode, também, conferir na apostila do curso, página 40, sendo que:

      Distribuição de nutrientes
      Carboidratos 50% (baixo índice glicêmico)
      Proteínas 15 – 20%
      Lipídeos 25 – 30% (saturadas – até 7%, poli e monoinsaturadas – 10%)
      Fibras 20 a 30g
      Micronutrientes DRI’s – RDA

      *No início do PO com dietas bem restritas, não é necessário fazer cálculo calórico, certo?
      Sim.
      FASE 1 – LÍQUIDA RESTRITA – 50ml a cada 30 min
      Todos os alimentos devem ser ingeridos sem adição de açúcar;
      • Água sem gás;
      • Chás claros sem adição de açúcar;
      • Água de coco;
      • Isotônicos;
      • Caldo de legumes e carne – peneirados;
      • Gelatina diet (estado líquido).

      No pré-operatório, é necessário iniciar as mudanças no hábito de vida, porém deve ser calculada dieta específica?
      Sim. Porém, nas primeiras consultas uma orientação e substituição de alguns alimentos nutritivos pelos alimentos calóricos e sem densidade nutricioanl já irão auxiliar na perda de peso.
      A avaliação pré-operatória do nutricionista em candidatos à cirurgia para tratamento da obesidade tem como objetivos:
      · Realizar o diagnóstico nutricional e, de acordo com os resultados, emitir parecer nutricional;
      · Identificar e tratar possíveis deficiências nutricionais;
      · Minimizar o risco cirúrgico, mediante redução do peso pré-operatório;
      · Orientar a dieta para o período pós-operatório imediato.
      Segundo a SBCBM, o pré-operatório da cirurgia da obesidade consiste em um conjunto de condutas e cuidados a fim de se otimizarem a segurança e os resultados dos procedimentos. São considerados itens específicos a esses procedimentos a
      consulta pré-operatória e o parecer nutricional.
      Intervenção Nutricional
      Recomendação:
      • Avaliação nutricional de todos os pacientes ;
      à Estabelecimento de plano dietético/Orientações.
      • ↓ 10% PI (peso inicial) no Pré-operatório à ↓ risco cirúrgico, redução de complicações, redução do tempo de internamento, melhor controle da PA.

      *No caso de técnicas disabsrotivas, a suplementação oral é suficiente para cobrir a carência nutricional? E ela consegue ser absorvida?
      Não totalmente, por isso são utilizadas doses de UL.
      Há casos em que a suplementação é via intramuscular. Doses acima da UL são de prescrição médica e podem ser necessárias em caso de deficiência.
      Exemplo:
      Prevenção: 350 mcg/dia ou 1000 mcg /semana na forma oral ou 1000 mcg/mês ou 3000 mcg a cada 6 meses na forma intramusucular.
      Tratamento: 1000-2000 mcg/dia por via oral ou 1000 mcg/semana intramuscular até a correção dos sintomas.

      Ácido fólico:
      Prevenção: deve ser feita com o uso de polivitamínico de rotina (400 mcg/dia). Essa suplementação é especialmente importante em gestantes
      submetidas à cirurgia bariátrica devido ao risco de defeitos no tubo neural do bebê em caso de deficiência de ácido fólico. Nesses casos a dose diária deve ser de 1 mg/dia.
      Tratamento: 1-5 mg/dia.
      Vitamina D
      Prevenção: Citrato de cálcio: 1200-2000 mg/dia.
      Alvarez-Leite and Tondapu recomendam que o cálcio, na forma de citrato, tem uma melhor absorção do que na forma de carbonato, devido ao fato de que o citrato é melhor absorvido na ausência de acidez gástrica, condição normalmente encontrada após o BPGYR.
      Tratamento: 50.000 -100.000 UI/dia em caso de deficiência severa de vitamina D.
      Você consegue mais informações acessando o link do artigo abaixo:
      http://www.abran.org.br/RevistaE/index.php/IJNutrology/article/viewFile/93/108

      O sucesso da suplementação depende de vários fatores, dentre eles:
      Sucesso da suplementação:
      Fácil ingestão – mastigáveis ou líquidos.
      Nutrientes de absorção facilitada à citratos e gluconatos – cálcio e ferro.
      Ingestão do suplemento concomitante a alguma refeição.

      *No caso de suplementação IM ou IV prescrita pelo médico, continuamos com a nossa prescrição oral ao mesmo tempo?
      Neste caso não há necessidade.

      Att,
      Gabriela

Deixe uma resposta