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12 comentários em “CO1025 – Quando consumir fontes de carboidratos

  1. Olá boa noite.
    Vocês podem por gentileza sanar as minhas dúvidas que fiz no post anterior?
    Obrigada

  2. Boa noite,
    1- A suplementação de cúrcuma pode ser usada em qq horário?
    2- leite de soja pode ser usado nas dietas low carb?
    3- cocção do brócolis em água ou no vapor destrói a quercertina? qual seria a melhor forma?
    4- chá verde e chá branco pós refeição (almoço e jantar) pode inibir a absorção de nutrientes? Qto tempo após é o mais recomendado?
    5- O vinagre de maçã tem algum beneficio especifico em relação aos outros?
    6- Em pacientes celíacos e que tem asma ou qq outro problema respiratório, é recomendado, na crise respiratória, não fazer uso de algumas farinhas sem trigo ou polvilho devido a qtd de carboidrato?
    7- Em pactes com resistência a insulina ou diabéticos, que não abrem mão do arroz branco, podemos sugerir que cozinhem o arroz, resfriem por 24 horas conforme apresentado no artigo exposto da aula?

    Obrigada

    • Bom dia, Célia

      1- Sim. A sugestão é que a cúrcuma seja consumida de 3 a 4 vezes ao dia.

      Exemplo:

      Curcuma longa, extrato seco padronizado com no mínimo de 95 % de curcuminoides – 300mg

      Aviar 90 doses em cápsulas* transparentes qsp para 30 dias.
      *Isentas de açúcar, corantes, edulcorantes artificiais e lactose.
      Posologia: Consumir 1 dose pela manhã, à tarde e pela noite, durante 30 dias.

      Contraindicações
      Contraindicado para grávidas devido ao efeito estimulante uterino, hipersensibilidade à substância, não é recomendado altas concentrações de Curcumin em casos de cálculos biliares, ducto biliar obstruído e icterícia obstrutiva, e mulheres no período de lactação.

      2- Sim. Mas, sugere-se o consumo de soja fermentada, produtos de soja fermentada como natto, miso e tempeh e em pequenas quantidades.

      Alguns pontos são debatidos:

      Mais de 90% da soja produzida é geneticamente modificada e as culturas são pulverizadas com o herbicida Roundup, que pode estar associado a efeitos adversos na saúde.

      A soja integral raramente é consumida nos países ocidentais. A maioria da soja na dieta vem dos produtos refinados que são processados ​​a partir da soja.

      A soja contém grandes quantidades de compostos biologicamente ativos chamados isoflavonas, que funcionam como fitoestrogênios, ou seja, compostos à base de plantas que podem ativar os receptores de estrogênio no organismo. Essas isoflavonas são classificadas como desreguladores endócrinos, substâncias químicas que interferem na função normal dos hormônios no organismo. As principais isoflavonas da soja são genisteína, daidzeína e gliciteína. Isso pode causar redução da atividade estrogênica devido à isoflavona que bloqueia a ligação estrogênica, mais potente, ou pode levar a um aumento da atividade estrogênica devido às isoflavonas ativadoras dos receptores.

      As isoflavonas podem reduzir os sintomas quando as mulheres estão passando pela menopausa, bem como reduzir o risco de perda óssea em mulheres idosas, assim como a terapia de reposição de estrogênio.

      Veja os estudos:
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21958941
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17290160

      No entanto, esse uso é controverso e muitos acreditam que os riscos superam qualquer benefício potencial.

      Estudos em animais mostram que as isoflavonas de soja podem causar câncer de mama:

      Veja os estudos:
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11431339
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11577007
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11694625

      Há também estudos em humanos mostrando que as isoflavonas da soja podem estimular a proliferação e a atividade das células nos seios.
      Veja:
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9848512

      As isoflavonas da soja também funcionam como goitrogênios, substâncias que interferem na função da tireoide. Eles podem inibir a função da enzima tireoide peroxidase, que é essencial para a produção de hormônios da tireóide.
      Veja os estudos:
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9464451
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1241182/

      Um estudo em 37 adultos japoneses revelou que 30 gramas de soja por 3 meses elevaram os níveis do hormônio estimulante da tireoide (TSH).

      Muitos indivíduos apresentaram sintomas de hipotireoidismo, incluindo mal-estar, constipação, sonolência e aumento da tireoide. Esses sintomas desapareceram depois que eles pararam de consumir a soja.
      Veja o estudo:
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/1868922

      No entanto, existem outros estudos mostrando que a soja não tem efeito ou apenas um efeito muito leve sobre a função da tireoide em humanos:
      Veja os estudos:
      https://www.liebertpub.com/doi/abs/10.1089/thy.2006.16.249
      https://www.liebertpub.com/doi/abs/10.1089/thy.2006.0206
      https://www.liebertpub.com/doi/abs/10.1089/jmf.2005.056

      Entranto, embora as isoflavonas da soja tenham mostrado inibir a função de uma enzima chave na tireoide, não há evidências suficientes para concluir que elas contribuem para o hipotireoidismo em adultos.
      Em suma, há estudos mostrando danos e há outros mostrando efeitos benéficos.

      No entanto, os estudos citados que mostravam efeitos benéficos possuem conflito de interesses.

      3 – Sim. Foram feitos estudos com brássicas e cebola. Os tratamentos a vapor e micro-ondas apresentaram as menores reduções. A ebulição da cebola, por exemplo, leva cerca de 30% de perda de glicosídeos de quercetina, que são transferidos para a água fervente. A exposição a altas temperaturas destrói a enzima que converte os glucosinolatos inativos em compostos ativos. Segundo a literatura, os vegetais crucíferos, como o brócolis, têm seu sabor constituído por voláteis, açúcares, acidez, bem como a adstringência que é influenciada pelo presente dos fenólicos. A pungência é aumentada devido a uma enzima chamada mirosinase . Esta enzima é liberada durante a preparação de alimentos, como cortar e aparar. Quando as células são danificadas, a mirosinase converte os glucosinolatos em isotiocinatos, responsáveis ​​pelo sabor e pungência dos vegetais crucíferos.

      As brássicas (brócolis, couve-manteiga, couve-de-bruxelas, repolho, couve-flor, rúcula, nabo, agrião e outros) são fontes de glicosinolatos (metabólitos secundários sulfurados). A hidrólise (“quebra”) desses glicosinolatos é realizada pela enzima mirosinase. A ação dessa enzima torna os glicosinalatos ativos.

      A mirosinase fica fisicamente separada dos glicosinolatos e quando ocorre a ruptura/ rasura do vegetal, a mirosinase entra em contato com o glicosinolato e a reação ocorre.

      Os glicosinolatos podem auxiliar na prevenção do câncer, atuar como antioxidante contra dano oxidativo causado pelo exercício físico, por exemplo, além de auxiliar no processo detoxificante do organismo. A recomendação de consumo é de 5 ou mais porções por semana. .

      Confira dicas de preparo do brócolis para aumentar e manter seus benefícios nutricionais: .
      1) Picar bem o vegetal ajuda a obter maior atividade da Mirosinase – a enzima funciona melhor quando o brócolis é “machucado”/rasurado;

      2) Deixe descansar por no mínimo 30 minutos (ideal 90 minutos) para aumentar os níveis de sulforafano;

      3) Melhor forma de preparo: saltear na frigideira com um pouco de azeite de oliva (método chinês) – aumenta a quantidade de isotiocianatos;

      4) Deixar o brócolis cru, embalado a vácuo ou sem ar por 2 dias – aumenta as concentrações de suforafano em até 2,8 vezes;

      5) Evitar o branqueamento (tratamento térmico destinado a inativar as enzimas que podem deteriorar os alimentos) e o congelamento – destruição da mirosinase e redução da biodisponibilidade do sulforafano.
      .
      Referências Pubmed: PMID: 29357241/ 29466374 /23109475

      Veja o que os estudos trazem em relação a forma de preparo de legumes:

      Os métodos mais comuns de cozimento são refogados, micro-ondas, torrefação, fervura e vapor.

      Para relatar as alterações causadas pelos métodos de cocção, alguns nutrientes-chave foram selecionados para cada alimento vegetal: glucosinolatos e capacidade antioxidante total (TAC) para brócolis; TAC e folato para batatas; quercetina para cebola; folato para ervilhas e ferro para feijão. A descrição de cada método pode ser vista na Tabela 3 e os efeitos de diferentes métodos de cozimento em vegetais e legumes estão resumidos na Tabela 4 , Tabela 5 . (você pode verificar no link dos estudos abaixo).

      A conclusão foi:
      A pungência da cebola é aumentada durante a preparação dos alimentos, como cortar e aparar.

      Cozinhar parece ser o melhor método para manter a qualidade nutricional (TAC, carotenoides , glucosinolatos , sulphorane, folato e fitoquímicos).

      Ensopar e cozinhar ervilhas e feijões é eficaz na remoção ou redução de anti-nutrientes como taninos, TIA e ácido fítico .

      A ebulição parece ser o melhor método para manter o folato em ervilhas e deve ser investigada.

      Imersão com sal, descarte de água e cozimento em água doce é o melhor método para reduzir o tempo de cozimento e melhorar a qualidade da proteína, textura e aparência dos grãos, reduzindo problemas gástricos.

      A absorção de Fe pode ser melhorada pelo processamento térmico.

      Outros fatores além do cozimento – como condições de crescimento e variedade / cultivar – podem afetar os parâmetros sensoriais.

      Todas as etapas incluídas antes do consumo de vegetais e legumes podem afetar diretamente a qualidade da nutrição.

      Veja os estudos:
      https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1878450X15000207
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3793502/
      https://www.researchgate.net/publication/11987522_Various_Cooking_Methods_and_the_Flavonoid_Content_in_Onion

      4 – Pode acontecer se consumido em grandes quantidades. O chá interfere na absorção de ferro. Taninos e oxalatos são alguns dos compostos de chá que ocorrem naturalmente e que inibem a absorção de ferro. Eles se ligam ao ferro, especificamente o ferro não-heme encontrado em alimentos vegetais, como feijão, ervilha, verduras e nozes. chá verde, chá branco e chá oolong, também são feitos da mesma planta que o chá preto, conhecido como Camellia sinensis . Eles geralmente contêm diferentes tipos de taninos. Fatores como o tempo de infusão e o grau de fermentação afetam o teor de tanino no chá. Os chás fermentados, como o chá puer e oolong, contêm tipicamente mais taninos do que o chá branco.
      O fato de que a absorção de ferro pode ser reduzida pelo consumo de chá tem sido reconhecido há muitos anos, com os efeitos inibitórios predominantemente facilitados pelas marcantes propriedades de ligação de ferro dos compostos fenólicos que contêm grupos catecol no chá.

      Embora visões tradicionais sustentem que os polifenois afetam somente a absorção de ferro não-heme, experimentos recentes em células de monocamada intestinal humana forneceram evidências de que compostos polifenólicos na dieta poderiam interferir na absorção de ferro heme e não-heme através dessas células e demonstraram um efeito inibitório dose-dependente de polifenois.

      Embora uma revisão de dados clínicos e epidemiológicos não sugira a necessidade de restringir o consumo de chá em pessoas saudáveis ​​sem risco de deficiência de ferro, especialmente em conjunto com uma dieta ocidental, anemia ferropriva e efeitos terapêuticos inadequados do ferro oral ao consumo excessivo de chá foram relatados. Os níveis de hemoglobina aumentaram significativamente apenas após a retirada do consumo de chá em dois casos relatados da literatura, demonstrando a importância de se fazer exames bioquímicos para analisar possíveis deficiências em pacientes com alto consumo de chá verde.

      5- Os benefícios estão relacionados com o ácido acético. Não se sabe como o vinagre altera a glicemia induzida pela refeição, mas vários mecanismos têm sido propostos. Ogawa e colegas examinaram os efeitos do ácido acético e outros ácidos orgânicos na atividade da dissacaridase em células Caco-2.
      Nos alimentos contendo vinagre, a quantidade de ácido acético foi estimada em 0,3-2,3 g, uma quantidade semelhante à encontrada em 20 g de vinagre (aproximadamente 1 g). Recentemente, demonstrou-se que a propriedade antiglicêmica do vinagre se estende a indivíduos com marcada resistência à insulina ou diabetes tipo 2.

      Possíveis mecanismos descritos nos estudos gerados pelo ácido acético em baixa concentração (vinagre):
      1. inibição do apetite
      2. Retardo do esvaziamento gástrico
      3. Estímulo de AMPK
      4. Aumento do gasto energético
      5. Redução da glicemia pós prandial
      6. Redução da síntese de TGL hepático.

      O estudo abaixo (como a maioria) teve muitos pontos fortes e algumas limitações (especialmente o n), mas os efeitos relatados corroboram com inúmeros estudos realizados com o vinagre (de álcool, vinho e maçã) em humanos e animais desde a década de 90.

      Referência: KHEZRI, Solaleh Sadat et al. Beneficial effects of Apple Cider Vinegar on weight management, Visceral Adiposity Index and lipid profile in overweight or obese subjects receiving restricted calorie diet: A randomized clinical trial. Journal of Functional Foods, v. 43, p. 95-102, 2018.

      6 – Descomheço essa relação. O que se sabe é que o gasto energético é aumentado em pessoas com obstrução das vias respiratórias que pode ser atribuído ao hipermetabolismo decorrente de um aumento do trabalho dos músculos respiratórios, que leva a uma maior necessidade de oxigênio pelos mesmos. Esses músculos são submetidos a um trabalho aumentado e apresentam eficiência mecânica diminuída. As deficiências de macro e micronutrientes em pacientes desnutridos geram uma série de alterações que agravam ainda mais o quadro.

      Asma é uma doença caracterizada por obstrução ao fluxo aéreo que varia marcadamente, tanto espontaneamente quanto com o tratamento. Os asmáticos apresentam um tipo especial de inflamação nas vias aéreas, levando a excessivo estreitamento com consequente redução do fluxo aéreo e sintomas como sibilos e dispneia. O estreitamento das vias aéreas é usualmente reversível, mas em alguns pacientes com asma crônica pode haver um elemento de obstrução ao fluxo aéreo irreversível.
      Alguns hábitos alimentares devem ser considerados como diminuição da ingestão de frutas e legumes e aumento da ingestão de alimentos processados ​​ocidentalizados e uma diminuição na exposição solar levaram à diminuição da ingestão de vitaminas antioxidantes e ácidos graxos e à diminuição dos níveis circulantes de vitamina D, e foram propostas para explicar o aumento da prevalência de asma.

      Veja mais informações:
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22407651

      7. Sim.

      Att,
      Gabriela

  3. Olá!
    Obrigada pelas respostas anteriores!
    Gostaria de saber sobre o suco de limão em jejum para pacientes com gastrite (utilizam remédio diariamente). É conta indicado ou não?
    Fico confusa, pois lugares dizem que é positivo e outros negativos.

    Obrigada!

  4. por favor, paciente tireoidectomizado o que deve evitar? cha verde e termogenicos naturais causam problemas?

    • Olá Mariana,

      Sugere-se avaliar a necessidade de reposição de vitaminas conforme exames bioquímicos e avaliação clínica detalhada. Normalmente utiliza-se suplementação de zinco, iodo e selênio, pois são essenciais para a conversão do T4 (medicamento levotiroxina) para o T3 livre, que é o hormônio biologicamente ativo. Cálcio e vitamina D também devem ser acompanhados, pois após a tireoidectomia, pode haver a lesão das glândulas paratireoides, que regulam o metabolismo do cálcio na circulação e nos ossos. Em boa parte dos pacientes operados existe queda do cálcio no sangue com sintomas de formigamento e câimbras. Ele é prescrito para evitar ou tratar os sintomas desagradáveis da hipocalcemia. São utilizados quase sempre temporariamente, e serão retirados conforme a função das glândulas paratireoides se restabelecerem.

      A reposição hormonal para pacientes tireoidectomizadas é uma condição obrigatória, pois é necessário repor de forma sintética os hormônios tireoidianos.
      Portanto, não se pode esquecer que, como todo medicamento, a reposição hormonal também produz efeitos colaterais. A sugetsão é não utilizar termogenico.

      Att,
      Gabriela

  5. chá verde pode ser utilizado para quem tireoidite de hashimoto?? o arroz integral não é recomendado mesmo ele sendo fonte de fibra, em quantidade moderada?

    • Olá Erika,
      O chá verde é contraindicados pelo fato de conter cafeína, na qual estimula a enzima TPO-peroxidase, mas em doses muito altas.
      A sugestão é indicar tipos de arroz com maior teor de fibras e comopstos bioativos, como arroz negro, selvagem, 7 grãos.

      Att,
      Gabriela

  6. Quando o paciente é diabético e hipertenso, a utilização do chá verde, seria indicado?

    • Olá Joyce,

      O chá verde parece ser contraindicado, mas os estudos ainda são contraditórios. O estudo feito por HARA et al. demonstrou que a catequina do chá verde impede a ação da ECA (enzima conversora de angiostensina) e suprime a produção de angiostensina II podendo, desta forma, reduzir a pressão arterial. Foi demonstrado também que a administração de catequina em ratos hipertensos poderia limitar o aumento da pressão sanguínea desses animais.

      Segundo CHANDRA (2010), os hipertensos podem consumir o chá verde com uma dose diária de três a quatro xícaras ao dia, mas caso tenham outra enfermidade associada, como por exemplo, hipotireoidismo, o chá verde pode inibir a atividade da TPO; Inibe deiodinase D1; Reduz os níveis de T3 e T4 e Eleva os níveis de TSH.
      CHANDRA AK, DE N. Goitrogenic/antithyroidal potential of green tea extract in relation to catechin in rats. FoodChemToxicol. 48(8-9):2304-11, 2010.
      Na prática, a sugestão, por cautela é não utilizar o chá verde e se a pressão estiver controlada, a sugestão é utilizar o chá branco.

      Att,
      Gabriela

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