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18 comentários em “CO1018 – Glúten e alterações tireoidianas

  1. OIII ANA PAULA
    GOSTARIA DE SABER SE POSSO USAR A FORMULA PARA TIREOIDE EM PACIENTES QUE JA USAM MEDICAÇÃO ( PURAN, LEVOIDE, ETC) :

    • Olá,

      A formulação descrita é para prevenção, ou seja, quando há leve alteração nos hormônios tireoidianos, mas sem diagnóstico de tireoidite de hashimoto, hipotireoidismo primário ou secundário.

      Para pacientes que já fazem uso de levotiroxina para tratamento não há necessidade de utilizar o suplemento para fins preventivos. Deve-se também considerar os nutrientes e respectivas doses no caso de indicar uma complementação nutricional.

      Com relação ao status nutricional tanto a carência quanto o excesso de micronutrientes, assim como a exposição a algumas substâncias bociogênicas podem interferir na regulação da tireoide e na produção hormonal periférica comprometendo o equilíbrio funcional dos hormônios tireoidianos.

      Iodo – a única função conhecida do iodo é no metabolismo dos hormônios tireoidianos. Sua absorção intestinal acontece na forma inorgânica.
      A maior fonte alimentar de iodo é de origem marinha – peixes e algas.
      Dependendo da disponibilidade de iodo, a tireoide é capaz de aumentar ou limitar a utilização dessa substância para a produção dos hormônios tireoidianos.
      Até mesmo um baixo fornecimento de iodo é suficiente para manter a função da tireoide num nível onde não há comprometimento para a saúde e sobrevivência humana.
      Contudo, danos à saúde podem ser causados não só pela produção hormonal insuficiente devido à deficiência de iodo, mas também pela produção excessiva de hormônio tireoidiano que leva a tireotoxicose.

      Selênio – é de fundamental importância para a regulação do funcionamento da tireoide. O selênio é ingerido como selenita, selenato e selenometionina.

      A deficiência de selênio está relacionada com aumento dos níveis circulantes de anticorpos antitireoidianos (anti-TPO: antitireoperoxidase) e que a suplementação de 200 mcg/dia (na forma de selenometionina ou selenita de sódio), durante 6 meses, reduz a concentração de anti-TPO (GARTNER; GASNIER, 2003; TURKER et al., 2006).

      Ferro – estudos demonstram que a anemia por deficiência de ferro pode alterar o metabolismo da tireoide, ocasionando redução das concentrações plasmáticas de T4 e T3, a ligação do T3 ao receptor pode aumentar os níveis de TSH circulante (HESS, ZIMMERMANN, 2004; ZIMMERMANN, 2006;). Além disso, o ferro é cofator da TPO e sua deficiência reduz a síntese hormonal (HESS, 2002).

      Vitamina A – a deficiência aumenta a produção de TSH, de tireoglobulina e o tamanho do bócio em indivíduos com deficiência severa de iodo (BIEBINGER et al., 2007).

      Cálcio – a ingestão excessiva de Ca pode ser bociogênica.

      Bromo – fica concentrado na tireoide e interfere na captação de iodo pela glândula.

      Flúor – não se concentra na tireoide, mas inibe o transporte de iodo para a mesma.

      Cobalto – deficiência de cobalto está associada coma redução da atividade da D1 e queda na produção de T3 (STANGL et al., 1999).

      Att,
      Gabriela

  2. Quais ps alimentos q podem interferir na função tireoidiana que devem ser excluídos da dieta ?

    • Olá Thais,

      Em indivíduos com hipotireoidismo a isoflavona, assim com as brássicas, pode exercer uma atividade antitireoidiana por inibir a TPO. tireoperoxidase. A hidrólise de alguns glicosinalatos encontrados nos vegetais crucíferos e na soja pode levar a produção de goitrina, uma sustância capaz de interferir na síntese dos hormônios tireoidianos. Porém em um estudo, o consumo de 150g de couve de bruxelas cozida por dia, durante quatro semanas não exerceu efeitos adversos na função tireoidiana. Então, esta seria em média a dose máxima de brássicas ao dia.

      Att,
      Gabriela

  3. Olá Pessoal
    qual outro (ou quais) alimento tem a capacidade de interferir nos receptores da LEPTINA ? Interferir na ação da LEPTINA?

    • Olá Aufa,
      Entre os fatores relacionados à dieta, os componentes dietéticos, incluindo o consumo de bebidas, ácidos graxos, proteínas e carboidratos, mostraram ter uma associação significativa com as concentrações de leptina.
      Com base em várias evidências, dietas ricas em ácidos graxos poliinsaturados (AGPI) (ɷ3 e ɷ6) levam a um aumento da circulação de leptina comparada à dieta rica em ácidos graxos monoinsaturados (MUFA) e ácidos graxos saturados (SFA).

      Dieta rica em carboidratos pode aumentar a sensibilidade à leptina em alguns estudos. Além do consumo percentual de carboidratos, o índice glicêmico e a carga glicêmica de carboidratos também têm sido indicados como tendo um papel crítico nas concentrações de leptina.

      Consumo de gorduras e níveis de leptina: a maioria dos estudos sobre a relação entre dieta rica em gordura e concentração de leptina foi encontrada que existe uma associação positiva entre a ingestão de gorduras superiores e o nível de leptina.
      Parece que uma dieta hiporalórica rica em proteínas tende a aumentar na atividade da leptina.
      Parece que a restrição de energia reduz a concentração de leptina e a alta ingestão de energia induz o estado de resistência à leptina.
      O tratamento mais eficaz é proporcionado por uma combinação de dieta e exercício

      Veja mais informações sobre o assunto nos links dos artigos abaixo:
      https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4251481/
      https://onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1111/j.1467-789X.2006.00270.x

      Att,
      Gabriela

  4. Oi Paula, o que me diz do lugol 5% para pacientes com problemas de tireóide ou para suprir necessidade diária?

    Obrigada

    • Olá Cinara,
      Alguns profissionais utilizam em pacientes com deficiência de iodo que não utilizam medicação.

      Contraindicação
      Ter precaução em pacientes submetidos a uma dieta restrita em potássio. A administração durante a gravidez pode acarretar anormalidades da função tireoideana ou bócio no neonato. O uso durante o período de amamentação pode produzir rash cutâneo e supressão da tireóide no lactente.

      O uso de fármacos antitireóide juntamente com o iodeto de potássio pode potencializar os efeitos hipotireoideanos e bociogênicos dos antitireoideanos ou do iodeto, nesse caso utilizar somente sob supervisão médica.

      Att,
      Gabriela

  5. Existe a possibilidade de indicar fórmula de vitamina D em cápsulas? Como seria esta fórmula? Ou se tem algum produto pronto que podemos indicar também.

    • Olá Vanessa,
      Sim.
      Segue exemplos:

      Componentes da fórmula:
      Vitamina D3 Lipofílica – 800UI
      Aviar em cápsulas qsp.
      Excipiente lipofílico
      ___ doses.

      Posologia:
      Consumir 1 dose ao dia, após o almoço.

      ou

      Vitamina D – 800UI
      Aviar X doses em veículo oleoso qsp.

      Posologia:
      Consumir 1 dose ao dia, logo após o almoço.

      Exemplos de suplementos de vitamina D comerciais:
      Addera D3
      vitamina D3 sundown Naturals

      Att,
      Gabriela

  6. Quais outros fatores podem promover a resistência à leptina?

    • Olá Vanessa,
      Uma das principal causas da resistência à leptina é o excesso de gordura corporal.
      Como as células de gordura produzem leptina proporcionalmente ao seu tamanho, as pessoas obesas também têm níveis muito elevados de leptina.
      As concentrações de leptina são influenciadas pela adiposidade, fatores hormonais e nutricionais. Em pacientes obesos, os níveis de leptina são aumentados, em proporção à gordura corporal e à hiperleptinemia, junto com a escassa resposta do peso corporal pela terapia com leptina recombinante, definindo assim, um estado de resistência à leptina.

      Estima-se que a presença de altos níveis de leptina, no plasma, seriam indicativos de uma resistência a este hormônio, seja pela alteração da sua síntese e/ou secreção, por alterações no transporte cerebral, ou por anomalias nos receptores e ou posterior sinalização; é
      também sugerido que as taxas deste hormônio no líquor estariam deprimidas. Os mecanismos pelos quais o aumento de tecido adiposo é traduzido em aumento da concentração sérica de leptina, envolvem tanto o número de células adiposas quanto a indução do RNAm ob.

      Indivíduos obesos apresentam um aumento do número de células adiposas, o que significa uma maior quantidade de RNAm ob, encontrada em seus adipócitos, do que em sujeitos eutróficos. Todavia, a concentração sérica de leptina não é dependente somente do tamanho do tecido adiposo, uma vez que a redução de 10% do peso corporal provoca diminuição de cerca de 53% de leptina plasmática, sugerindo que outros fatores, além da adiposidade
      tecidual, estão envolvidos na regulação de sua produção (CISTERNAS, 2002; ROMERO; ZANESCO, 2006).

      O estudo dos níveis de leptina sérica, em relação às várias medidas de adipócitos, demonstrou que a obesidade não é caracterizada pela deficiência de leptina, mas pela hiperleptinemia, encontrada em pacientes obesos. A incapacidade de tal elevação dos níveis de leptina para alterar o estado de obesidade destas pessoas, podem ser relacionadas com a “resistência à leptina”, uma incapacidade da leptina em entrar no fluido cérebro-espinhal, para
      alcançar as regiões hipotalâmicas que regulam o apetite, ou pode simplesmente refletir a quantidade de tecido adiposo nessas pessoas. Indivíduos obesos apresentam elevados níveis plasmáticos de leptina, cerca de cinco vezes maiores do que aqueles encontrados em sujeitos magros (PARACCHINI; PEDOTTI; TAIOLI, 2005; ROMERO; ZANESCO, 2006).

      Veja mais informações no link do artigo abaixo:
      http://www.nutricaoativa.com.br/arquivos/monografia6.pdf

      Att,
      Gabriela

  7. Boa tarde,
    Estou com dificuldades na manipulação da receita para melhorar função tireoidiana, pois nas farmácias de manipulação de Aracaju não há a alga Ascophyllum nodosum. Vocês me indicam alguma outra substância de função similar que poderia sugerir aos meus pacientes para substitui-la.
    Obrigada.

    • Olá Heloisa,

      Pode-se complementar com suplementação de iodo, ou mesmo utilizando outro tipo de alga.
      As algas são consideradas excelentes suplementos alimentares, pois são fontes de proteínas, ácidos graxos insaturados, mucilagem, vitaminas e minerais (Iodo).

      KELP IODINE EXTRATO SECO 1%
      Extrato de alga marinha como fonte de Iodo

      CONTRAINDICAÇÕES
      A suplementação de Kelp Iodine é contraindicada para pessoas portadoras ou com propensão ao
      hipertireoidismo.

      CONCENTRAÇÃO RECOMENDADA
      De 150 a 300 mcg de Iodo elementar ao dia.

      Veja:
      http://viafarmanet.com.br/wp-content/uploads/2015/07/KELP-IODINE-EXTRATO-SECO-1-.pdf

      COMPOSIÇÃO DE MINERAIS DAS ALGAS MARINHAS

      Algas (Kg/100g) Cálcio Potássio Magnésio Sódio Cobre Ferro Iodo Zinco
      Kombu 364,7 2013,2 403,5 624,6 0,3 45,6 70,0 1,6
      Dulse 148,8 1169,6 97,6 255,2 0,4 12,8 10,2 0,3
      Wakame 112,3 62,4 78,7 448,7 0,2 3,9 3,9 0,3
      Nori 34,2 302,2 108,3 119,7 0,1 5,2 1,3 0,7

      Att,
      Gabriela

  8. Bom dia, se eu quiser adicionar Vit D3 à fórmula de modulação tireoidiana, o prescrevo em UI ou microgramas? Na explicação sobre a fórmula de modulação tireoidiana não ficou claro como seria a posologia e tempo de administração. Poderia falar um pouco sobre isso? Obrigada.

    • Olá,
      Sim.

      A vitamina D é prescrita, geralmente, em UI, mas pode ser prescrita em mcg.

      A fórmula conversora tireoidiana deve ser utilizada nos casos em que não há diagnóstico de hipotireoidismo, nem uso de levotiroxina, mas quando os níveis de TSH excedem 3,0 UI/mL. Ela é utilizada para prevenção.

      Att,
      Gabriela

      • Entendi sobre a inserção da Vit D na fórmula. Obrigada pelo esclarecimento.
        Mas, em relação ao tempo de administração da fórmula de aporte a função tireoidiana, como ocorre geralmente na prática clínica? Quando o paciente atingir um valor ótimo de TSH (entre 0,8 a 1,2UI/ml) deixa-se de suplementar?
        A posologia da fórmula (quantas vezes/dia e melhores horários de ingestão), qual seria a mais recomendada? Obrigada.

        • Olá,

          Você pode fazer ajustes na formulação conforme exames e avaliação clínica. A sugestão é suplementar por 1 mês e fazer novamente o exame de TSH para ver se os níveis desse hormônio diminuiram. Geralmente a suplementação é de 3 meses. Pode ser administrado após o almoço. Muitos pacientes relatam desconforto gástrico, por isso se consumido após o almoço esses desconfortos diminuem.

          Att,
          Gabriela

  9. muito obrigada. tem algum vídeo que fala da suplementação de vitamina D. eu lembro que vi mais não lembro qual é. ou se é no curso de low carb, tbm procurei nos artigos mas não encontrei.

    • Oi Natielli,
      Nos Cursos de Emagrecimento e Manutenção do Peso e Estratégias Avançadas no Emagreciemntos, a Profa Ana Paula Pujol aborda a suplementação.
      Nutricionistas podem prescrever até 800UI (25µg) por dia.
      Solicitação de exame:
      25OHD
      Exemplo de prescrição:
      Vitamina D3 – 800 UI
      Aviar 1 dose em gotas (base oleosa).
      Posologia:
      Consumir x gotas ao dia.

      Att,
      Gabriela

  10. se o paciente ja faz uso do T4 (puran), seria interessante tentar essa suplementação de modulação tireoidiana ou não?

    • Olá Paula,
      A formulação descrita é para prevenção, ou seja, quando há leve alteração nos hormônios tireoidianos mas sem diagnóstico de tireoidite de rashimoto, hipotireoidismo primário ou secundário.
      Para pacientes que já fazem uso de levotiroxina para tratamento não há necessidade de utilizar o suplemento para fins preventivos.
      A sugestão é verificar a necessidade de complementação de vitaminas e/ou minerais através da avaliação clínica e bioquímica. Pode-se investigar a necessidade de suplementação de vitamina D.
      Com relação ao status nutricional tanto a carência quanto o excesso de micronutrientes, assim como a exposição a algumas substâncias bociogênicas podem interferir na regulação da tireoide e na produção hormonal periférica comprometendo o equilíbrio funcional dos hormônios tireoidianos.

      Iodo – a função conhecida do iodo é no metabolismo dos hormônios tireoidianos. Sua absorção intestinal acontece na forma inorgânica.
      A maior fonte alimentar de iodo é de origem marinha – peixes e algas.
      Dependendo da disponibilidade de iodo, a tireoide é capaz de aumentar ou limitar a utilização dessa substância para a produção dos hormônios tireoidianos.
      Até mesmo um baixo fornecimento de iodo é suficiente para manter a função da tireoide num nível onde não há comprometimento para a saúde e sobrevivência humana.
      Contudo, danos à saúde podem ser causados não só pela produção hormonal insuficiente devido à DEFICIÊNCIA de iodo, mas também pela PRODUÇÃO EXCESSIVA de hormônio tireoidiano que leva a tireotoxicose.
      Selênio – é de fundamental importância para a regulação do funcionamento da tireoide. O selênio é ingerido como selenita, selenato e selenometionina.
      A deficiência de selênio está relacionada com aumento dos níveis circulantes de anticorpos antitireoidianos (anti-TPO: antitireoperoxidase) e que a suplementação de 200 mcg/dia (na forma de selenometionina ou selenita de sódio), durante 6 meses, reduz a concentração de anti-TPO (GARTNER; GASNIER, 2003; TURKER et al., 2006).

      Ferro – estudos demonstram que a anemia por deficiência de ferro pode alterar o metabolismo da tireoide, ocasionando redução das concentrações plasmáticas de T4 e T3, a ligação do T3 ao receptor pode aumentar os níveis de TSH circulante (HESS, ZIMMERMANN, 2004; ZIMMERMANN, 2006;). Além disso, o ferro é cofator da TPO e sua deficiência reduz a síntese hormonal (HESS, 2002).

      Vitamina A – a deficiência aumenta a produção de TSH, de tireoglobulina e o tamanho do bócio em indivíduos com deficiência severa de iodo (BIEBINGER et al., 2007).

      Cálcio – a ingestão excessiva de Ca pode ser bociogênica.

      Bromo – fica concentrado na tireoide e interfere na captação de iodo pela glândula.

      Flúor – não se concentra na tireoide, mas inibe o transporte de iodo para a mesma.

      Cobalto – deficiência de cobalto está associada coma redução da atividade da D1 e queda na produção de T3 (STANGL et al., 1999).

      Att,
      Gabriela

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