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0 comentários em “CO1018 – Glúten e alterações tireoidianas

  1. Boa tarde,
    Estou com dificuldades na manipulação da receita para melhorar função tireoidiana, pois nas farmácias de manipulação de Aracaju não há a alga Ascophyllum nodosum. Vocês me indicam alguma outra substância de função similar que poderia sugerir aos meus pacientes para substitui-la.
    Obrigada.

    • Olá Heloisa,

      Pode-se complementar com suplementação de iodo, ou mesmo utilizando outro tipo de alga.
      As algas são consideradas excelentes suplementos alimentares, pois são fontes de proteínas, ácidos graxos insaturados, mucilagem, vitaminas e minerais (Iodo).

      KELP IODINE EXTRATO SECO 1%
      Extrato de alga marinha como fonte de Iodo

      CONTRAINDICAÇÕES
      A suplementação de Kelp Iodine é contraindicada para pessoas portadoras ou com propensão ao
      hipertireoidismo.

      CONCENTRAÇÃO RECOMENDADA
      De 150 a 300 mcg de Iodo elementar ao dia.

      Veja:
      http://viafarmanet.com.br/wp-content/uploads/2015/07/KELP-IODINE-EXTRATO-SECO-1-.pdf

      COMPOSIÇÃO DE MINERAIS DAS ALGAS MARINHAS

      Algas (Kg/100g) Cálcio Potássio Magnésio Sódio Cobre Ferro Iodo Zinco
      Kombu 364,7 2013,2 403,5 624,6 0,3 45,6 70,0 1,6
      Dulse 148,8 1169,6 97,6 255,2 0,4 12,8 10,2 0,3
      Wakame 112,3 62,4 78,7 448,7 0,2 3,9 3,9 0,3
      Nori 34,2 302,2 108,3 119,7 0,1 5,2 1,3 0,7

      Att,
      Gabriela

  2. Bom dia, se eu quiser adicionar Vit D3 à fórmula de modulação tireoidiana, o prescrevo em UI ou microgramas? Na explicação sobre a fórmula de modulação tireoidiana não ficou claro como seria a posologia e tempo de administração. Poderia falar um pouco sobre isso? Obrigada.

    • Olá,
      Sim.

      A vitamina D é prescrita, geralmente, em UI, mas pode ser prescrita em mcg.

      A fórmula conversora tireoidiana deve ser utilizada nos casos em que não há diagnóstico de hipotireoidismo, nem uso de levotiroxina, mas quando os níveis de TSH excedem 3,0 UI/mL. Ela é utilizada para prevenção.

      Att,
      Gabriela

      • Entendi sobre a inserção da Vit D na fórmula. Obrigada pelo esclarecimento.
        Mas, em relação ao tempo de administração da fórmula de aporte a função tireoidiana, como ocorre geralmente na prática clínica? Quando o paciente atingir um valor ótimo de TSH (entre 0,8 a 1,2UI/ml) deixa-se de suplementar?
        A posologia da fórmula (quantas vezes/dia e melhores horários de ingestão), qual seria a mais recomendada? Obrigada.

        • Olá,

          Você pode fazer ajustes na formulação conforme exames e avaliação clínica. A sugestão é suplementar por 1 mês e fazer novamente o exame de TSH para ver se os níveis desse hormônio diminuiram. Geralmente a suplementação é de 3 meses. Pode ser administrado após o almoço. Muitos pacientes relatam desconforto gástrico, por isso se consumido após o almoço esses desconfortos diminuem.

          Att,
          Gabriela

  3. muito obrigada. tem algum vídeo que fala da suplementação de vitamina D. eu lembro que vi mais não lembro qual é. ou se é no curso de low carb, tbm procurei nos artigos mas não encontrei.

    • Oi Natielli,
      Nos Cursos de Emagrecimento e Manutenção do Peso e Estratégias Avançadas no Emagreciemntos, a Profa Ana Paula Pujol aborda a suplementação.
      Nutricionistas podem prescrever até 800UI (25µg) por dia.
      Solicitação de exame:
      25OHD
      Exemplo de prescrição:
      Vitamina D3 – 800 UI
      Aviar 1 dose em gotas (base oleosa).
      Posologia:
      Consumir x gotas ao dia.

      Att,
      Gabriela

  4. se o paciente ja faz uso do T4 (puran), seria interessante tentar essa suplementação de modulação tireoidiana ou não?

    • Olá Paula,
      A formulação descrita é para prevenção, ou seja, quando há leve alteração nos hormônios tireoidianos mas sem diagnóstico de tireoidite de rashimoto, hipotireoidismo primário ou secundário.
      Para pacientes que já fazem uso de levotiroxina para tratamento não há necessidade de utilizar o suplemento para fins preventivos.
      A sugestão é verificar a necessidade de complementação de vitaminas e/ou minerais através da avaliação clínica e bioquímica. Pode-se investigar a necessidade de suplementação de vitamina D.
      Com relação ao status nutricional tanto a carência quanto o excesso de micronutrientes, assim como a exposição a algumas substâncias bociogênicas podem interferir na regulação da tireoide e na produção hormonal periférica comprometendo o equilíbrio funcional dos hormônios tireoidianos.

      Iodo – a função conhecida do iodo é no metabolismo dos hormônios tireoidianos. Sua absorção intestinal acontece na forma inorgânica.
      A maior fonte alimentar de iodo é de origem marinha – peixes e algas.
      Dependendo da disponibilidade de iodo, a tireoide é capaz de aumentar ou limitar a utilização dessa substância para a produção dos hormônios tireoidianos.
      Até mesmo um baixo fornecimento de iodo é suficiente para manter a função da tireoide num nível onde não há comprometimento para a saúde e sobrevivência humana.
      Contudo, danos à saúde podem ser causados não só pela produção hormonal insuficiente devido à DEFICIÊNCIA de iodo, mas também pela PRODUÇÃO EXCESSIVA de hormônio tireoidiano que leva a tireotoxicose.
      Selênio – é de fundamental importância para a regulação do funcionamento da tireoide. O selênio é ingerido como selenita, selenato e selenometionina.
      A deficiência de selênio está relacionada com aumento dos níveis circulantes de anticorpos antitireoidianos (anti-TPO: antitireoperoxidase) e que a suplementação de 200 mcg/dia (na forma de selenometionina ou selenita de sódio), durante 6 meses, reduz a concentração de anti-TPO (GARTNER; GASNIER, 2003; TURKER et al., 2006).

      Ferro – estudos demonstram que a anemia por deficiência de ferro pode alterar o metabolismo da tireoide, ocasionando redução das concentrações plasmáticas de T4 e T3, a ligação do T3 ao receptor pode aumentar os níveis de TSH circulante (HESS, ZIMMERMANN, 2004; ZIMMERMANN, 2006;). Além disso, o ferro é cofator da TPO e sua deficiência reduz a síntese hormonal (HESS, 2002).

      Vitamina A – a deficiência aumenta a produção de TSH, de tireoglobulina e o tamanho do bócio em indivíduos com deficiência severa de iodo (BIEBINGER et al., 2007).

      Cálcio – a ingestão excessiva de Ca pode ser bociogênica.

      Bromo – fica concentrado na tireoide e interfere na captação de iodo pela glândula.

      Flúor – não se concentra na tireoide, mas inibe o transporte de iodo para a mesma.

      Cobalto – deficiência de cobalto está associada coma redução da atividade da D1 e queda na produção de T3 (STANGL et al., 1999).

      Att,
      Gabriela

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