Você não pode visualizar esta videoaula porque ainda não está logado.

0 comentários em “CO1018 – Inibidores de mTORC1 e carboidrato á noite

  1. Gostaria q falasse mais sobre os inibidores de motor e a proximidade com exercício. Quais são eles ?

    • Olá Thais,

      Sim.
      O crescimento muscular é otimizado pela combinação de exercícios e estratégias nutricionais adequadas, como aminoácidos (AA) e ingestão de carboidratos. Os efeitos são integrados ao nível de uma proteína reguladora central, mTOR (alvo de rapamicina em mamíferos). mTOR é uma proteína complexa que integra sinais do estado energético da célula e estímulos ambientais para controlar a síntese protéica, a quebra de proteínas e, portanto, o crescimento celular.

      mTOR é conhecido por ser ativado pela insulina. O Exercício e aminoácidos (AA) usam diferentes vias de sinalização de mTOR.

      O exercício parece recrutar parcialmente o mesmo caminho que a insulina, enquanto que o AA pode agir mais diretamente na mTOR.

      Durante o exercício de resistência, a atividade de mTOR poderia ser agudamente diminuída pela proteína quinase ativada por AMP (AMPK), inibindo assim a síntese de proteína e aumentando a disponibilidade de AA para o metabolismo energético. Durante a recuperação, a inibição da mTOR pela AMPK é suprimida e sua ativação é maximizada pela presença de AA.

      A proteína alvo da rapamicina em mamíferos (mTOR) é um dos principais fatores responsáveis pela hipertrofia celular e de uma forma geral, pode ser ativada pelo estresse energético promovido pelo esforço (hipóxia e depleção de substratos, por exemplo), pela presença de hormônios (em especial a insulina), pela presença de aminoácidos (em especial a leucina) e pelo estresse mecânico provocado pela sobrecarga do exercício, especialmente o de força.

      A combinação destes fatores (tipo de exercício, alimentação e ciclo de treinamento) ditará o ritmo de surgimento, manutenção e evolução dos resultados esperados (Miyazaki et al., 2009; Drummond et al., 2009).
      Estímulos exagerados podem acarretar em crescimento de células musculares e outros tipos de células.

      Em indivíduos portadores de obesidade, os diversos tecido e células corporais são constantemente e cronicamente desafiados por concentrações elevadas de nutrientes, como glicose, ácidos graxos e aminoácidos.
      Dentre os diversos sensores de nutrientes intracelulares, a proteína alvo mecanístico da rapamicina (mTOR), uma serina-treonina quinase que controla o crescimento, a diferenciação, a proliferação, e a sobrevivência celular, está superativada em condições de obesidade muito provavelmente devido à exposição ao excesso de nutrientes, hormônios e fatores de crescimento.

      A insulina e outros fatores de crescimento como IGF-1 são importantes reguladores positivos dos complexos 1 e 2 da mTOR. Além da insulina, a atividade de mTORC1 é ativada por aminoácidos de cadeia ramificada como leucina, isoleucina e valina em um processo denominado de Rags que catalisam a translocação do complexo para os lisossomos.
      Além da síntese proteica, a ativação de mTORC1 promove a lipogênese por dois mecanismos distintos que envolvem os fatores de transcrição proteína de ligação ao elemento regulador de esteroides (SREBPs).

      A ativação de mTORC1 induz a clivagem e ativação de SREBP-1c que se transloca para o núcleo promovendo a transcrição de genes envolvidos na síntese do colesterol, ácidos graxos, triacilglicerois e fosfolipídeos.

      Att,
      Gabriela

Deixe uma resposta