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0 comentários em “CO1012 – Ferro sérico

  1. O que indica o ferro sérico normal e a ferritina aumentada?

    • Olá Jessica,

      A ferritina é uma proteína produzida principalmente pelo fígado, cujas funções básicas são: carregar ferro e mediar o processo de inflamação.
      Outros exames que podem ser solicitados:

      AST e ALT para verificar uma possível esteatose hepática.

      Quanto à questão da presença de um processo inflamatório agudo e crônico ou de uma ativação do sistema imunológico, assim como ocorre com outros marcadores bioquímicos, a ferritina eleva-se – ou seja, quando estamos diante de gripe, pneumonia, câncer, gastroenterite e, até mesmo, simples resfriado, os níveis sobem rapidamente. Nesses casos, a produção de ferritina pode até triplicar sem haver nenhum aumento na quantidade corporal de ferro.

      Outras condições que cursam com o aumento nesse marcador são o alcoolismo e as doenças do fígado, como a cirrose, as hepatites e a esteatose.

      Também são causas de hiperferritinemia obesidade e síndrome metabólica (combinação entre acúmulo de gordura visceral, resistência insulínica, hipertensão arterial, alterações nos níveis de colesterol, triglicérides e aumento do risco de diabetes tipo 2).

      O provável mecanismo da ferritina elevada em pessoas com hiperinsulinemia seria que os depósitos hepáticos de ferro poderiam interferir na capacidade da insulina em suprimir a produção hepática de glicose.

      Como a maioria dos estudos apresenta diversos fatores de confusão, fica difícil avaliar a real relação da ferritina nesta associação.
      Pessoas com processos inflamatórios, principalmente crônico, podem apresentar valores elevados.

      A ferritina funciona como proteína de fase aguda, além de outras doenças que podem elevar está proteína.
      Por isso se o exame for realizado quando o paciente estiver gripado ou com algum processo inflamatório vai dar resultado elevado e não tem relação com excesso de ferro.

      Desta forma, para o tratamento deve-se observar:
      O paciente estava com alguma condição inflamatória (resfriado ou uma artrite no joelho, por exemplo) quando realizou o exame ou alguma doença crônica pode estar causando esse aumento?
      Lembre-se: pessoas obesas estão em processo inflamatório.
      É sempre indicada a repetição do exame, orientando os pacientes a respeitar três dias sem ingestão de bebidas alcóolicas e não praticar exercício físico intensos no dia anterior. Caso a ferritina venha novamente alta e na intenção de aprofundar essa análise, além da anamnese (entrevista clínica) e exame físico, pode-se solicitar outros exames bastante simples, como a saturação de transferrina, a proteína C-reativa ultrassensível e o VSG. O primeiro é mais fidedigno na detecção de uma sobrecarga de ferro e deve ser sempre solicitado, enquanto os últimos dizem respeito ao estado inflamatório do organismo.

      Resistência insulínica – fenômeno caracterizado não pela falta do hormônio, mas uma dificuldade nos receptores celulares em “aceita-lo”, o que leva o pâncreas a ter que produzir ainda mais insulina. Trata-se de um estágio inicial no desenvolvimento da diabetes e é uma das características da síndrome metabólica. Em conjunto, as alterações no metabolismo do ferro e a resistência insulínica favorecem o surgimento de uma condição frequente e que nos últimos anos vem ganhando importância clínica:

      a esteatose hepática – que é o acúmulo de ácidos graxos no fígado. Longe de ser um achado ocasional no exame de ecografia, essa condição representa um problema de saúde e é um marcador para desenvolvimento de problemas como estatohepatite, cirrose, hipertensão arterial, placas nas carótidas e diabetes.

      Att,
      Gabriela

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